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Lula defende aprovação de MP que extingue a taxa das blusinhas

O presidente Lula classificou como questão de justiça social a revogação da taxa de 20% sobre compras internacionais de até 50 dólares, que precisa ser votada até 8 de setembro.

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Foto: G1 Política
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18/08 às 20:15, atualizado 19/09 às 18:51

Pontos principais

  • A medida provisória visa extinguir a taxação de 20% aplicada a compras internacionais de até 50 dólares.
  • O prazo limite para a votação da MP no Congresso Nacional é o dia 8 de setembro.
  • Lula afirmou estar otimista com a aprovação após diálogos com Hugo Motta e Davi Alcolumbre.
  • O governo defende a medida como um mecanismo de justiça social para consumidores de menor renda.
  • A tramitação enfrentou impasses políticos recentes entre o Executivo e o Legislativo.
  • Opositores e integrantes do Centrão classificam a iniciativa como uma manobra de caráter eleitoral.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou a pressão sobre o Congresso Nacional para a aprovação da medida provisória que revoga a taxação de 20% sobre compras internacionais de até 50 dólares, popularmente conhecida como taxa das blusinhas. Em declarações recentes, o chefe do Executivo classificou a extinção do tributo como uma questão de justiça social, argumentando que a medida beneficia diretamente a população de menor renda ao reduzir o custo de produtos importados. O presidente demonstrou otimismo quanto ao desfecho da votação, citando conversas produtivas com os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre.

A urgência da pauta é ditada pelo calendário legislativo, uma vez que a medida provisória perde a validade em 8 de setembro. Caso não seja votada até esta data, a cobrança do imposto será automaticamente retomada. Embora o governo busque celeridade, a tramitação do texto foi marcada por atritos políticos e resistência de setores da oposição e do Centrão, que interpretam o movimento como uma estratégia eleitoral em ano de reeleição. A expectativa agora recai sobre a capacidade de articulação do Palácio do Planalto para garantir a votação antes do prazo fatal, evitando um desgaste político adicional e mantendo a promessa de alívio fiscal para o consumidor final.

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