Futuros em Wall Street sobem com menor aposta em alta de juros pelo Fed
Índices futuros avançam após dados econômicos fracos nos EUA reduzirem expectativas de aumento de juros, enquanto tensões no Oriente Médio pressionam o petróleo.
Pontos principais
- Probabilidade de alta de juros pelo Federal Reserve em setembro cai para 30%.
- Dados de vendas no varejo e confiança do consumidor nos EUA vieram abaixo do esperado.
- Mercado aguarda a divulgação da ata da última reunião do Fed e balanços de grandes varejistas.
- Preços do petróleo oscilam devido a confrontos no Líbano e tensões no Estreito de Ormuz.
- Ouro registra alta de 0,82% impulsionado pela desvalorização do dólar e expectativa de política monetária flexível.
- Bolsas asiáticas fecham em alta com PIB japonês, enquanto mercados europeus operam em queda por cautela geopolítica.
- Ibovespa Futuro opera em leve alta em meio ao cenário eleitoral brasileiro e pedido de recuperação judicial da Casas Bahia.
Os índices futuros de Wall Street iniciaram a semana em trajetória de alta, refletindo um otimismo contido entre investidores diante da possibilidade de uma postura mais flexível do Federal Reserve. A redução nas apostas de um aumento imediato das taxas de juros, agora estimadas em 30% para setembro, foi motivada por indicadores econômicos recentes que apontaram um arrefecimento na atividade americana, incluindo vendas no varejo e níveis de confiança do consumidor abaixo das projeções iniciais. O mercado agora volta suas atenções para a ata da última reunião do Fed, que deve fornecer pistas sobre os próximos passos da política monetária.
Paralelamente, o cenário geopolítico no Oriente Médio impõe um contraponto de incerteza. A escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irã, marcada por ameaças no Estreito de Ormuz e confrontos no Líbano, mantém a volatilidade nos preços do petróleo. Esse ambiente de cautela também repercutiu nas bolsas europeias, que encerraram o pregão em baixa, pressionadas por alertas do Banco Central Europeu sobre os riscos de uma correção acentuada nos mercados globais, caso a instabilidade se prolongue.
No Brasil, o mercado financeiro opera com cautela, equilibrando o cenário externo com desenvolvimentos locais. O Ibovespa Futuro apresenta leve alta enquanto investidores monitoram o início da campanha eleitoral e o pedido de recuperação judicial da Casas Bahia, que busca renegociar R$ 17,3 bilhões em dívidas. Enquanto isso, ativos de refúgio como o ouro ganharam força, subindo 0,82% na Comex, beneficiados pela desvalorização do dólar e pela busca por proteção diante da instabilidade macroeconômica global.
Fontes primárias
Advance Monthly Sales for Retail and Food Services, July 2026 (CB26-131)
As vendas no varejo e de food services dos EUA em julho de 2026 somaram US$ 763,6 bilhões, queda de 0,6% (±0,4 p.p.) ante junho — revisado para alta de 0,2% — mas alta de 5,0% ante julho de 2025. No acumulado de maio a julho de 2026, as vendas subiram 6,3% frente ao mesmo período de 2025. Divulgado em 14/8/2026 pelo Census Bureau.
Surveys of Consumers — Índice de Confiança do Consumidor, agosto de 2026 (preliminar)
O Índice de Confiança do Consumidor (ICS) caiu para 51,0 em agosto, queda de 7,6% ante julho (55,2) e de 12,4% em 12 meses, interrompendo dois meses seguidos de melhora. O subíndice de Condições Econômicas Atuais recuou para 51,8 (-5,5% no mês) e o de Expectativas caiu para 50,6 (-8,7% no mês). A diretora Joanne Hsu atribuiu a queda a preocupações com condições de negócios futuras e poder de compra: apenas 8% dos consumidores esperam que o crescimento da renda supere a inflação no próximo ano.
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