Mercados globais sobem com expectativa de acordo no Estreito de Ormuz
Expectativas de uma solução diplomática entre EUA e Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz e o otimismo com o setor de IA impulsionam as bolsas globais.
Pontos principais
- O presidente Donald Trump sinalizou que um acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz pode ser concretizado em breve.
- Negociadores do Irã e de Omã elaboraram um rascunho de acordo que aguarda a aprovação do aiatolá Mojtaba Khamenei.
- O governo dos EUA retirou sanções contra empresas iraquianas como parte das negociações de paz com Teerã.
- O índice pan-europeu Stoxx 600 renovou sua máxima histórica, enquanto bolsas asiáticas fecharam com altas superiores a 3%.
- O ouro avançou 3,7%, atingindo US$ 4.305,26 por onça-troy, refletindo a busca por ativos de segurança em meio à tensão geopolítica.
- O setor de tecnologia e fabricantes de chips lideraram os ganhos nos mercados asiáticos e americanos.
- A Nvidia subiu 4,3% após a confirmação de exclusividade com a SpaceX, impulsionando o sentimento no setor de inteligência artificial.
- O Ibovespa Futuro opera em alta de 0,41%, acompanhando o otimismo externo e a expectativa pela decisão do Copom.
- Dados econômicos nos EUA e na zona do euro indicaram resiliência no setor de serviços, apesar de indicadores mistos de emprego.
Os mercados globais registraram um movimento de alta nesta quarta-feira, impulsionados pela crescente expectativa de uma solução diplomática para a crise no Estreito de Ormuz. O presidente Donald Trump indicou que um acordo entre os Estados Unidos e o Irã pode ser finalizado nos próximos dias, após a retirada de sanções americanas contra empresas iraquianas e o avanço de negociações mediadas por Omã. A reabertura da rota estratégica, vital para o fluxo global de petróleo, tem reduzido a aversão ao risco entre investidores, embora o preço do Brent ainda apresente volatilidade devido às incertezas remanescentes. Paralelamente, o ouro atingiu patamares elevados, subindo 3,7% em um movimento de proteção de capital.
Além do cenário geopolítico, o otimismo com o setor de tecnologia e inteligência artificial continua a sustentar os índices acionários. Na Ásia, bolsas em Tóquio e Seul encerraram o dia com ganhos superiores a 3%, lideradas por fabricantes de chips, enquanto na Europa o índice Stoxx 600 renovou sua máxima histórica. Em Nova York, o desempenho das empresas de tecnologia, com destaque para a Nvidia, compensou a cautela gerada por resultados corporativos divergentes e dados mistos sobre a criação de empregos no setor privado americano.
No Brasil, o Ibovespa Futuro opera em terreno positivo, reagindo ao cenário externo favorável e à expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa Selic. O mercado local também monitora a intensa temporada de balanços corporativos e o desenrolar das pesquisas eleitorais. A combinação de um possível alívio nas tensões no Oriente Médio com a resiliência demonstrada pelos indicadores de serviços nas principais economias globais tem permitido que os investidores mantenham uma postura de otimismo cauteloso, focando na continuidade da recuperação do setor de tecnologia e na estabilização das rotas comerciais globais.
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