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Ibovespa sobe 1,22% com alívio em tensões entre EUA e Irã

O Ibovespa fechou em alta de 1,22%, aos 172.742 pontos, impulsionado pelo otimismo global com a possibilidade de negociações diplomáticas entre EUA e Irã.

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Foto: Times Brasil
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09/07 às 07:15 · atualizado há 8d

Pontos principais

  • O Ibovespa encerrou o pregão em 172.742 pontos, revertendo três dias de quedas consecutivas.
  • O dólar comercial registrou queda de 0,54%, sendo cotado a R$ 5,12.
  • A alta foi impulsionada pela percepção de que a escalada militar no Oriente Médio pode ser contida por vias diplomáticas.
  • O recuo nos preços do petróleo no mercado internacional aliviou a pressão sobre a curva de juros brasileira.
  • Setores financeiro e de varejo lideraram os ganhos na bolsa, enquanto ações de petroleiras recuaram.
  • O volume financeiro foi reduzido devido ao feriado da Revolução Constitucionalista em São Paulo.
  • Bolsas em Nova York fecharam em alta, lideradas pelo setor de tecnologia e semicondutores.
  • Analistas mantêm cautela sobre o cenário fiscal brasileiro e a persistência da inflação global.
  • O mercado aguarda a divulgação do IPCA de junho para ajustar expectativas sobre a trajetória da taxa Selic.

O mercado financeiro brasileiro apresentou uma sessão de recuperação nesta quinta-feira, com o Ibovespa fechando em alta de 1,22%, aos 172.742 pontos. O movimento foi sustentado pelo otimismo global diante de sinais de que as tensões geopolíticas entre os Estados Unidos e o Irã podem ser mitigadas por meio de negociações diplomáticas. O alívio na cotação do petróleo, que recuou após a escalada inicial dos conflitos no Estreito de Ormuz, foi um fator determinante para a melhora do apetite ao risco, influenciando positivamente tanto as bolsas de Nova York quanto o mercado local. O dólar comercial acompanhou o cenário externo e encerrou o dia em queda de 0,54%, cotado a R$ 5,12. Embora o feriado estadual em São Paulo tenha reduzido a liquidez do pregão, o setor financeiro e as ações cíclicas, como o varejo, lideraram os ganhos na B3. Em contrapartida, as ações da Petrobras e de outras petroleiras registraram leves quedas, refletindo a desvalorização da commodity no exterior. Apesar da reação positiva, analistas ressaltam que a recuperação permanece frágil. O mercado segue monitorando de perto a ausência de fluxo estrangeiro e as incertezas fiscais domésticas. A atenção dos investidores agora se volta para a divulgação do IPCA de junho, que será fundamental para calibrar as projeções sobre a taxa Selic, em um momento em que o Banco Central Europeu e o Federal Reserve mantêm um tom de cautela em relação à persistência da inflação global e possíveis ajustes em suas políticas monetárias.

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