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Mercados globais recuam com tensões no Oriente Médio e balanços de techs

Aversão ao risco domina mercados globais devido à escalada do conflito entre EUA e Irã, novas tarifas americanas e resultados decepcionantes de empresas de tecnologia.

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Foto: G1 - Economia
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24/07 às 06:15 · atualizado 18:03

Pontos principais

  • O petróleo Brent recuou para US$ 96,70 após superar a marca de US$ 100, mas mantém ganhos semanais expressivos.
  • As bolsas asiáticas registraram forte queda, com o índice Kospi recuando 5,72% e o Nikkei perdendo 2,73%.
  • O governo Trump impôs novas tarifas de 10% a 12,5% sobre produtos de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil.
  • As 'Magnificent Seven' perderam cerca de US$ 900 bilhões em valor de mercado após balanços da Alphabet e Tesla.
  • O ouro subiu 0,51%, atingindo US$ 4.070,80 por onça-troy, em busca de proteção contra a volatilidade geopolítica.
  • As taxas dos contratos de DI no Brasil recuaram mais de 20 pontos-base, acompanhando o ajuste negativo dos Treasuries.
  • O governo brasileiro classificou as novas tarifas americanas como arbitrárias e injustificadas.
  • Bolsas europeias operaram em alta, impulsionadas por dados de PMI acima do esperado e sinais diplomáticos entre EUA e Irã.
  • Investidores monitoram a possibilidade de o Federal Reserve endurecer a política monetária diante da pressão inflacionária.

Os mercados financeiros globais enfrentam um dia de alta volatilidade nesta sexta-feira, pressionados pela intensificação das tensões geopolíticas no Oriente Médio e por uma temporada de balanços corporativos que decepcionou o setor de tecnologia. A escalada do conflito entre os Estados Unidos e o Irã, marcada por ataques a infraestruturas energéticas e ameaças ao transporte marítimo no Mar Vermelho, elevou o preço do petróleo Brent acima dos US$ 100 durante a semana, embora o ativo tenha registrado um recuo pontual para a casa dos US$ 96,70 no pregão de hoje. A incerteza sobre o fornecimento global de energia mantém os investidores em alerta, impulsionando a busca por ativos de refúgio, como o ouro, que encerrou o dia em alta.

O cenário de aversão ao risco foi agravado pelo anúncio de novas tarifas de importação pelo governo de Donald Trump. Os Estados Unidos impuseram sobretaxas entre 10% e 12,5% sobre produtos de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil, sob a justificativa de combate ao trabalho forçado. O governo brasileiro reagiu prontamente, classificando a medida como arbitrária e injustificada. No mercado interno, a reação foi mista: enquanto o Ibovespa opera com cautela, as taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) recuaram mais de 20 pontos-base, seguindo o movimento de queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano.

No setor corporativo, o pessimismo foi liderado pelas gigantes de tecnologia. As chamadas 'Magnificent Seven' perderam cerca de US$ 900 bilhões em valor de mercado na última sessão, após resultados trimestrais da Tesla e da Alphabet ficarem abaixo das expectativas dos analistas. Na Ásia, o impacto foi severo, com o índice sul-coreano Kospi despencando 5,72% e o japonês Nikkei recuando 2,73%, refletindo a preocupação com a sustentabilidade dos investimentos em inteligência artificial e o impacto das tarifas comerciais.

Em contraste, as bolsas europeias apresentaram um desempenho mais resiliente, fechando majoritariamente em alta. O otimismo no continente foi sustentado por indicadores de atividade econômica (PMI) que superaram as projeções de mercado e por declarações diplomáticas que sugerem uma possível moderação nas tensões entre Washington e Teerã. Apesar do alívio momentâneo, a atenção dos investidores permanece voltada para a próxima reunião do Federal Reserve, com o mercado avaliando se a persistência da inflação global forçará o banco central americano a adotar uma postura mais restritiva nos juros.

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