Flávio Dino autoriza terceiro inquérito contra filho de Lula
O ministro do STF atendeu a pedido da Polícia Federal para investigar suspeitas de tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva.
Pontos principais
- O ministro Flávio Dino autorizou a abertura de um terceiro inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva em menos de uma semana.
- A nova investigação apura suposto tráfico de influência para facilitar contratos da empresa 3Structure IT com o governo federal.
- O STF também autorizou uma apuração paralela sobre o vazamento de informações sigilosas dos processos, a pedido da defesa.
- Os inquéritos derivam de elementos colhidos na Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no INSS.
- Fábio Luís Lula da Silva já é alvo de outras investigações sob relatoria do ministro André Mendonça, envolvendo o Ministério da Saúde e a Dataprev.
- A defesa do empresário nega irregularidades e classificou as novas frentes de apuração como uma pesca probatória.
- O presidente Lula declarou que, caso o filho seja acusado, ele deverá provar sua inocência perante a Justiça.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um terceiro inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula. A decisão atende a uma solicitação da Polícia Federal e foca em suspeitas de tráfico de influência, especificamente sobre a atuação do empresário para favorecer a empresa 3Structure IT em contratos com órgãos da administração federal. Este desdobramento eleva para três o número de investigações em curso contra o empresário na Corte em um curto intervalo de tempo. Além da investigação principal, o ministro atendeu a um pedido da defesa e autorizou a apuração de possíveis vazamentos de informações sigilosas relacionadas ao caso, medida que foi recebida com serenidade pelos advogados de Lulinha. As novas apurações têm origem em provas colhidas durante a Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de fraudes no INSS. O cenário de intensificação das investigações judiciais ocorre em meio ao período eleitoral de 2026, gerando debates políticos sobre a condução dos inquéritos. Enquanto a defesa sustenta que as ações configuram uma pesca probatória e nega qualquer irregularidade, o presidente Lula afirmou que, caso o filho seja formalmente acusado, caberá a ele demonstrar sua inocência perante o Poder Judiciário. Atualmente, o STF concentra diferentes frentes de investigação sobre o empresário. Além dos casos sob relatoria de Flávio Dino, existem apurações conduzidas pelo ministro André Mendonça, que miram supostas irregularidades em negociações de cannabis medicinal e contratos firmados com a Dataprev. Até o momento, os procedimentos encontram-se em fase inicial, sem que o Ministério Público tenha apresentado denúncias formais contra o investigado.
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