Dino bloqueia R$ 6,1 milhões de Eduardo Cunha por uso de emendas
O ministro do STF determinou o bloqueio de bens do ex-deputado por suspeitas de direcionar emendas parlamentares sem possuir mandato eletivo.
Pontos principais
- O ministro Flávio Dino ordenou o bloqueio de R$ 6,15 milhões em bens de Eduardo Cunha.
- A investigação aponta que Cunha atuava como um 'parlamentar informal' na indicação de recursos.
- O esquema teria contado com a intermediação de uma servidora da Câmara para forjar documentos.
- A medida cautelar suspende a execução de despesas públicas vinculadas às emendas sob suspeita.
- O caso é um desdobramento da Operação Transparência, que também investiga Valdemar Costa Neto.
- Cunha é pré-candidato a deputado federal por Minas Gerais e teria usado as verbas para fortalecer sua base eleitoral.
- A Câmara dos Deputados deve apresentar documentos sobre a tramitação dos recursos em até dez dias.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou o bloqueio de R$ 6,15 milhões em bens do ex-deputado Eduardo Cunha. A decisão ocorre no âmbito da Operação Transparência, que investiga um suposto esquema de direcionamento indevido de emendas parlamentares. Segundo a Polícia Federal, Cunha teria atuado como um 'parlamentar informal', utilizando sua influência para indicar verbas a municípios mineiros, mesmo sem exercer mandato eletivo desde a cassação em 2016. A investigação aponta que o ex-deputado contava com o auxílio de uma servidora da Câmara dos Deputados para ocultar a autoria das indicações e forjar documentos.
Além do bloqueio de bens, que visa garantir o eventual ressarcimento aos cofres públicos, o ministro determinou a suspensão imediata da execução de despesas públicas ligadas às emendas sob investigação. A Câmara dos Deputados foi notificada a apresentar, em um prazo de dez dias, detalhes sobre a tramitação interna desses recursos. O caso ganha relevância política pelo fato de Cunha ser pré-candidato a deputado federal por Minas Gerais, com a suspeita de que o uso das verbas serviria para fortalecer sua campanha. A Procuradoria-Geral da República, embora tenha se manifestado contra algumas medidas cautelares, mantém o apoio à continuidade das investigações sobre o arranjo decisório paralelo que teria permitido a gestão de recursos públicos pelo ex-parlamentar.
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