Flávio Dino ordena bloqueio de R$ 6,1 milhões de Eduardo Cunha
O STF bloqueou R$ 6,1 milhões de Eduardo Cunha por suspeitas de desvio de emendas parlamentares enquanto o ex-deputado articula retorno político.
Pontos principais
- A decisão de Flávio Dino visa garantir o ressarcimento de R$ 6,1 milhões aos cofres públicos por supostas irregularidades em emendas.
- Investigações apontam que Cunha teria usado uma cota informal de emendas para destinar recursos a Minas Gerais, onde planeja se candidatar em 2026.
- O caso, parte da Operação Transparência, envolve a suspeita de uso de documentos forjados com auxílio da servidora Mariângela Fialek.
- Cunha mantém articulações políticas em Minas Gerais, incluindo encontros recentes com o senador Flávio Bolsonaro.
- A medida cautelar busca assegurar a disponibilidade de recursos caso uma eventual condenação seja confirmada pelo Supremo.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou o bloqueio de R$ 6,1 milhões em bens do ex-deputado Eduardo Cunha. A decisão, proferida no âmbito da Operação Transparência, apura irregularidades na indicação de emendas parlamentares, nas quais Cunha teria exercido influência na destinação de verbas públicas mesmo após a cassação de seu mandato em 2016. Segundo as apurações, o ex-parlamentar teria utilizado uma cota informal de emendas para direcionar recursos a Minas Gerais, contando com o auxílio da servidora Mariângela Fialek para forjar documentos e ocultar a autoria das indicações. A medida cautelar visa assegurar o ressarcimento aos cofres públicos em caso de condenação.
O desdobramento ocorre em um momento em que Eduardo Cunha busca retomar sua carreira política. O ex-deputado, que teve condenações anteriores anuladas em 2023, tem realizado articulações em Minas Gerais, estado onde planeja lançar uma candidatura em 2026, incluindo reuniões com o senador Flávio Bolsonaro. A Operação Transparência, que investiga o esquema, também resultou em medidas contra outros atores políticos, como o bloqueio de R$ 119 milhões do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. O caso segue em tramitação no STF, focando na legalidade das movimentações financeiras e na atuação de Cunha na gestão de recursos orçamentários sem a devida prerrogativa parlamentar.
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