Confederações exigem renúncia de Gianni Infantino da presidência da Fifa
Uefa, AFC e Concacaf pedem a saída de Infantino após polêmicas sobre governança e a venda de direitos comerciais da entidade a investidores privados.
Pontos principais
- Uefa, AFC e Concacaf assinaram carta aberta exigindo a renúncia imediata de Gianni Infantino.
- A crise foi agravada pelo projeto Football Forward Enterprise, que previa a venda de 20% dos direitos comerciais da Copa do Mundo.
- Dirigentes acusam Infantino de falta de transparência e falha de julgamento na condução de projetos financeiros.
- A Fifa nega irregularidades e classifica as pressões como uma campanha coordenada para minar sua gestão.
- O cenário político na entidade permanece polarizado antes das eleições presidenciais marcadas para março de 2027.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, enfrenta uma crise sem precedentes em sua gestão após a Uefa, a AFC e a Concacaf exigirem formalmente sua renúncia. O estopim para a pressão coordenada foi o projeto Football Forward Enterprise, uma iniciativa que visava vender 20% dos ativos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados, incluindo nomes ligados ao presidente dos EUA, Donald Trump. As confederações signatárias alegam quebra de confiança e falta de transparência, argumentando que o processo decisório excluiu as associações nacionais e comprometeu a governança da entidade.
Apesar da pressão externa e de críticas públicas de figuras como Lise Klaveness e Javier Tebas, Infantino mantém o apoio de blocos como a Conmebol e a CAF, garantindo uma base de votos necessária para sua permanência. A Fifa, por sua vez, rejeita as acusações, classificando-as como infundadas e parte de uma estratégia de desinformação. A disputa coloca em xeque a estabilidade do calendário do futebol mundial, com a Uefa chegando a ameaçar boicotes a futuras edições de torneios oficiais, em um momento de alta polarização política que antecede o pleito da entidade em 2027.
Tópicos relacionados
Comentários
Carregando comentários...
