Apoio do Catar a Infantino freia articulação de oposição na Fifa
O suporte catariano ao presidente da Fifa complica a estratégia de Uefa e Concacaf para forçar uma sucessão no comando da entidade.
Pontos principais
- A Associação de Futebol do Catar declarou apoio a Gianni Infantino, distanciando-se da posição adotada pela AFC.
- O movimento catariano dificulta a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária para destituir o dirigente.
- A iniciativa enfraquece as pretensões políticas de Nasser Al-Khelaifi, presidente do PSG, de suceder Infantino.
- A crise na entidade foi agravada pela tentativa frustrada de criar a subsidiária Fifa Forward Enterprises.
A gestão de Gianni Infantino na Fifa atravessa um momento de instabilidade política, intensificada pelo fracasso do projeto Fifa Forward Enterprises, que visava centralizar os direitos comerciais da entidade. A proposta, rejeitada por Uefa, Concacaf e AFC, gerou um movimento de boicote sem precedentes, com confederações suspendendo sua participação em órgãos de governança e exigindo a renúncia do presidente. O isolamento de Infantino, contudo, encontrou um obstáculo inesperado com o apoio público da Associação de Futebol do Catar.
Ao se alinhar a Infantino, o Catar contraria a diretriz da AFC e embaralha o xadrez sucessório da organização. Esse suporte estratégico fragiliza a oposição liderada por europeus e norte-americanos, dificultando a viabilização de uma moção de desconfiança ou a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária. O cenário também impacta as ambições de lideranças como Nasser Al-Khelaifi, presidente do PSG, cujo projeto de sucessão dependia de um consenso mais amplo entre as confederações. Enquanto Infantino busca novos aliados para manter a governabilidade, a paralisação dos comitês internos coloca em risco a validade jurídica das operações da Fifa, elevando a pressão sobre o futuro da gestão.
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