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Gianni Infantino enfrenta crise na Fifa após recuo em projeto comercial

Presidente da Fifa obteve apoio interno após cancelar plano de venda de ativos, mas segue sob pressão de confederações e oposição global.

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Foto: Times Brasil
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05/08 às 11:33 · atualizado 20:04

Pontos principais

  • Gianni Infantino obteve apoio da alta cúpula da Fifa em reunião de crise realizada em Rabat, Marrocos.
  • A entidade cancelou oficialmente o projeto Fifa Forward Enterprise, que previa a venda de 20% das operações comerciais.
  • A proposta foi abandonada após forte resistência da Uefa, Concacaf e AFC, além de críticas sobre a proximidade com investidores ligados a Donald Trump.
  • A Fifa admitiu falhas na condução do projeto e enviou um pedido formal de desculpas às 211 federações nacionais.
  • O presidente enfrenta acusações de chantagem política e supostas negociações de sedes de Copas em troca de apoio para sua reeleição em 2027.
  • A Uefa, liderada por Aleksander Ceferin, intensificou a oposição à gestão de Infantino, exigindo mudanças na governança da entidade.
  • O secretário-geral da Fifa, Mattias Grafström, defendeu a estabilidade institucional em meio ao isolamento crescente do presidente.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, enfrenta um momento de instabilidade política sem precedentes após o fracasso do projeto Fifa Forward Enterprise (FFE). A iniciativa, que visava a venda de 20% das operações comerciais da entidade para investidores, foi cancelada após gerar uma crise de governança e forte resistência de confederações como a Uefa, a Concacaf e a AFC. Em resposta ao descontentamento generalizado, a Fifa admitiu erros no processo e formalizou um pedido de desculpas às federações nacionais, buscando conter a pressão por renúncia antes das eleições de 2027.

A crise é agravada por alegações de interferência política e gestão questionável após a Copa do Mundo de 2026. Relatos indicam que Infantino teria tentado negociar a final da Copa de 2030 com o Marrocos em troca de apoio eleitoral, além de enfrentar críticas sobre sua proximidade com o presidente dos EUA, Donald Trump. Enquanto aliados tentam manter a coesão interna, a oposição global liderada pela Uefa mantém o clima de tensão, com diversas federações recusando-se a participar de reuniões de governança até que mudanças estruturais sejam implementadas na administração da entidade.

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