Gestão de Gianni Infantino enfrenta crise interna na Fifa
O presidente da Fifa enfrenta forte oposição interna após polêmicas envolvendo a Copa de 2026 e a proximidade com o presidente Donald Trump.
Pontos principais
- A proximidade de Infantino com Donald Trump durante a Copa de 2026 gerou desconforto entre federações nacionais.
- Vazamentos sobre uma possível interferência de Trump em decisões disciplinares da Fifa intensificaram a crise política.
- A Uefa, sob comando de Aleksander Ceferin, consolidou-se como um polo de oposição à atual administração.
- Projetos de comercialização de direitos de competições enfrentam resistência interna por preocupações com a governança.
- O secretário-geral da Fifa, Mattias Grafström, emitiu nota oficial defendendo a estabilidade institucional da entidade.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, atravessa um período de instabilidade política sem precedentes dentro da entidade. A crise foi agravada pela percepção de excessiva proximidade entre Infantino e o presidente dos EUA, Donald Trump, durante a Copa do Mundo de 2026. Relatos de uma suposta interferência de Trump em processos disciplinares da organização, especificamente no caso do jogador Folarin Balogun, geraram descontentamento entre federações nacionais e fortaleceram a oposição liderada pela Uefa. Além das tensões diplomáticas, a gestão enfrenta críticas severas quanto aos novos modelos de comercialização de direitos de transmissão e competições, que levantam dúvidas sobre a governança da entidade. Enquanto Infantino tenta consolidar apoio para uma eventual reeleição, a prioridade de projetos estratégicos, como a Copa de 2030, tem sido ofuscada pela necessidade de conter o desgaste interno e manter a estabilidade institucional defendida pelo secretário-geral Mattias Grafström.
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