Confederação Africana formaliza apoio a Infantino na presidência da Fifa
A CAF declara apoio unânime a Gianni Infantino enquanto a Uefa mantém boicote à Fifa devido à crise sobre a venda de direitos comerciais.
Pontos principais
- A Confederação Africana de Futebol (CAF) oficializou apoio à permanência de Gianni Infantino no comando da entidade.
- A Uefa mantém o boicote a competições da Fifa, exigindo uma investigação independente sobre a negociação de ativos da Copa do Mundo.
- A crise institucional foi motivada pela tentativa de venda de direitos do projeto Fifa Forward Enterprise para a Thrive Capital.
- A Fifa cancelou o projeto após pressões e admitiu falhas nos processos internos de governança.
- Infantino segue como único candidato declarado para a eleição presidencial da Fifa prevista para março de 2027.
A gestão de Gianni Infantino na presidência da Fifa enfrenta um cenário de polarização política após a Confederação Africana de Futebol (CAF) declarar apoio unânime à sua permanência no cargo. O respaldo africano ocorre em um momento de instabilidade institucional, marcado pela continuidade do boicote da Uefa às competições organizadas pela entidade. A crise foi deflagrada pela tentativa fracassada de vender participações privadas em ativos da Copa do Mundo, por meio do projeto Fifa Forward Enterprise, que gerou suspeitas de favorecimento e subavaliação de mercado.
Embora a Fifa tenha cancelado o projeto e prometido uma revisão em seus procedimentos de governança, a Uefa mantém a pressão por uma investigação independente sobre a negociação. Enquanto confederações como a Conmebol e a AFA se distanciaram dos pedidos de renúncia, o desgaste político de Infantino permanece evidente. O dirigente, que é o único nome confirmado para o pleito de 2027, enfrenta questionamentos crescentes sobre a transparência de sua administração e a condução dos direitos comerciais da organização.
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