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Reeleição de Gianni Infantino na Fifa enfrenta incertezas

Oposição interna a um projeto de abertura comercial da entidade coloca em risco o quarto mandato do presidente Gianni Infantino.

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Foto: Máquina do Esporte
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06/08 às 08:33 · atualizado 17:04

Pontos principais

  • A Uefa lidera a resistência contra o projeto de abertura comercial da Fifa, que prevê a venda de ativos a investidores privados.
  • A eleição para a presidência está agendada para março de 2027, durante o 77º Congresso da Fifa em Rabat, no Marrocos.
  • Infantino enfrenta desgaste político após revelações sobre seu envolvimento na criação da Superliga Europeia e acusações de troca de favores.
  • Federações como a inglesa e a Concacaf articulam apoio para derrubar o dirigente, exigindo maior transparência na governança.
  • A Fifa admitiu falhas na condução de processos administrativos, mas mantém a defesa da integridade da gestão atual.

A reeleição de Gianni Infantino à presidência da Fifa tornou-se incerta devido a uma crescente oposição interna, motivada principalmente por um controverso projeto de abertura comercial da entidade. O plano, que visava a venda de ações de torneios a investidores privados por meio da subsidiária Fifa Forward Enterprise, gerou forte descontentamento entre federações europeias, que agora exigem a renúncia do dirigente. A Uefa, à frente do movimento de resistência, planeja uma auditoria independente para investigar possíveis irregularidades na gestão de lucros futuros da organização.

O cenário político para o pleito de março de 2027, em Rabat, é marcado por um desgaste sem precedentes para Infantino. Além da crise financeira e administrativa, o presidente enfrenta questionamentos sobre sua conduta ética, incluindo acusações de negociações secretas para a criação da Superliga Europeia em 2020 e supostas trocas de favores políticos envolvendo a sede da Copa do Mundo de 2030. Embora Infantino busque um quarto mandato, argumentando que seu período inicial foi extraordinário, a perda de apoio de aliados estratégicos e a pressão por transparência colocam em xeque a continuidade de sua gestão à frente do futebol mundial.

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