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Datafolha: 59% dos eleitores desaprovam veto de Moraes a visitas a Bolsonaro

Pesquisa aponta que a maioria dos brasileiros considera inadequada a decisão do ministro do STF de proibir Flávio Bolsonaro de visitar o pai.

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Foto: G1 Política
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28/07 às 23:31 · atualizado 29/07 às 10:32

Pontos principais

  • Levantamento do Datafolha indica que 59% dos eleitores desaprovam a restrição imposta por Alexandre de Moraes.
  • A proibição de visitas ocorreu após o senador Flávio Bolsonaro ler uma carta do ex-presidente durante uma transmissão ao vivo.
  • Apesar da desaprovação sobre as visitas, 59% dos entrevistados apoiam a manutenção de Jair Bolsonaro em prisão domiciliar.
  • A pesquisa revela que 62% dos eleitores defendem que o ex-presidente continue sem acesso a redes sociais.
  • O estudo ouviu 2.004 eleitores em 139 municípios brasileiros nos dias 22 e 23 de julho.

Uma nova pesquisa Datafolha revela que 59% dos eleitores brasileiros consideram que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, agiu mal ao proibir que o senador Flávio Bolsonaro visitasse seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão do magistrado foi motivada pelo entendimento de que houve descumprimento de ordem judicial, após o senador ler uma carta escrita pelo ex-presidente durante uma transmissão ao vivo. O veto às visitas familiares tornou-se um ponto de debate sobre os limites das restrições impostas ao ex-presidente, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses em regime de prisão domiciliar humanitária desde março de 2026.

O levantamento, realizado entre os dias 22 e 23 de julho com 2.004 eleitores, aponta uma distinção na opinião pública entre as restrições de convivência familiar e as medidas de controle político. Enquanto a maioria desaprova o veto às visitas de Flávio Bolsonaro, o eleitorado mantém um apoio majoritário a outras sanções aplicadas ao ex-presidente. Cerca de 59% dos entrevistados defendem a permanência de Jair Bolsonaro em prisão domiciliar, e 62% concordam que ele deve permanecer sem acesso a redes sociais. O cenário ocorre em meio a questionamentos adicionais do STF sobre o uso de imagem e voz do ex-presidente em materiais de campanha via inteligência artificial.

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