Moraes nega visita de Milei a Bolsonaro e amplia restrições
O ministro Alexandre de Moraes proibiu a visita de Javier Milei a Bolsonaro, mantendo restrições contra o ex-presidente por descumprimento de medidas.
Pontos principais
- Alexandre de Moraes indeferiu o pedido da defesa para que Jair Bolsonaro recebesse o presidente argentino Javier Milei.
- A decisão mantém a suspensão de visitas por 30 dias, permitindo apenas acesso a advogados, médicos e fisioterapeutas.
- O STF endureceu as medidas após a divulgação de uma carta política de Bolsonaro por intermédio de seu filho, Flávio Bolsonaro.
- Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha de Flávio, classificou a decisão como um instrumento de silenciamento político.
- O magistrado advertiu que novos descumprimentos das cautelares podem resultar na revogação da prisão domiciliar humanitária.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da defesa de Jair Bolsonaro para receber o presidente argentino Javier Milei em sua residência. A decisão ocorre em um momento de endurecimento das medidas cautelares impostas ao ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar. O magistrado manteve a suspensão de visitas por 30 dias e proibiu a divulgação de manifestos políticos, inclusive por terceiros, após entender que Bolsonaro violou ordens judiciais ao utilizar o filho, Flávio Bolsonaro, para promover sua pré-candidatura. O senador Rogério Marinho criticou a medida, classificando-a como um ato de silenciamento político que extrapola limites constitucionais. Moraes reforçou que o descumprimento contínuo das restrições pode levar à revogação da prisão domiciliar humanitária e ao retorno de Bolsonaro ao regime fechado.
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