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Flávio Bolsonaro aceita desafio de Lula sobre sigilos, mas com condições

Lula condiciona a abertura dos seus sigilos bancário, fiscal e telefônico à de Flávio Bolsonaro, que aceita o desafio com condições próprias, sem acordo assinado.

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Foto: Folha de São Paulo - Política
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22/10 às 13:45, atualizado 14:02

Pontos principais

  • Lula condiciona a abertura dos próprios sigilos bancário, fiscal e telefônico, e dos de familiares e da L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações Ltda., à abertura equivalente dos dados de Flávio.
  • Flávio aceita o desafio com condições: abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, dos familiares citados por Lula e de quatro empresas, com divulgação no DivulgaCandContas.
  • Ele diz que só apresentará os próprios dados depois que Lula entregar os dele, e que não é sócio, administrador nem beneficiário da Alcazar Holdings.
  • Flávio pede a quebra dos sigilos de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, de empresas e do Instituto Lula ligados a Fábio Luís Lula da Silva, e de Roberta Luchsinger.
  • Pede também os registros de visitas de Daniel Vorcaro ao Palácio do Planalto e à Polícia Federal, e os gastos do cartão corporativo da Presidência desde 1º de janeiro de 2023.

Não há acordo assinado entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. No Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, Lula condiciona a abertura dos próprios sigilos bancário, fiscal e telefônico, e dos de familiares e da L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações Ltda., à abertura equivalente dos dados de Flávio. Flávio aceita o desafio com condições próprias e diz que apresentará os seus dados só depois que Lula entregar os dele.

Flávio pede, em troca, a quebra dos sigilos de Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, de empresas e do Instituto Lula ligados a Fábio Luís Lula da Silva e de Roberta Luchsinger. Pede ainda os registros de visitas de Daniel Vorcaro ao Palácio do Planalto e os gastos do cartão corporativo da Presidência. As petições são dirigidas ao ministro André Mendonça.

Fontes primárias

Luiz Inácio Lula da Silva (petição ao TSE)

Petição de Lula ao TSE: autorização para abertura de sigilos (Pet. 0603195-27.2026.6.00.0000)

Protocolada em 20/10/2026 na Petição Cível 0603195-27.2026.6.00.0000. Lula autoriza a liberação dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de seis familiares, relativos aos últimos 8 anos, com ampla divulgação no DivulgaCandContas, desde que o adversário Flávio Bolsonaro faça o mesmo com os próprios dados e os de cinco familiares. A autorização alcança também a L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações Ltda., da qual Lula é sócio não administrador. O texto diz que o desafio foi lançado no debate da Band e reiterado em Porto Alegre, e pede a divulgação antes de quarta-feira (21/10).

Flávio Bolsonaro (petição ao TSE, íntegra via Poder360)

Petição de Flávio Bolsonaro ao TSE: 19 condições para abertura de sigilos

Protocolada em 21/10/2026 nos mesmos autos (Petição Cível 0603195-27.2026.6.00.0000), em resposta à petição de Lula. Flávio diz que a proposta de Lula é uma “gaveta vazia” e aceita o desafio com condições. Autoriza o levantamento dos próprios sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, dos familiares citados por Lula e das quatro empresas em que é sócio ou administrador, com divulgação no DivulgaCandContas. Pede que Lula também abra os sigilos de Marco Aurélio Santana Ribeiro (“Marcola”), de empresas e do Instituto Lula ligados a Fábio Luís Lula da Silva, e os registros de visitas de Daniel Vorcaro ao Planalto e à PF. Diz que só apresentará as próprias informações depois que Lula apresentar a documentação, e que não é sócio nem beneficiário da Alcazar Holdings. O texto não contém aceitação de acordo bilateral assinado.

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