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FDA aprova Jemperli, da GSK, para câncer de reto localmente avançado

A FDA concedeu aprovação acelerada ao Jemperli para câncer de reto localmente avançado com tumores dMMR ou MSI-H; no estudo AZUR-1, cerca de três quartos dos pacientes não precisaram de cirurgia, radioterapia ou quimioterapia.

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20/10 às 09:00

Pontos principais

  • Nos Estados Unidos, a FDA concedeu aprovação acelerada em 19 de outubro para o Jemperli (dostarlimab), usado isoladamente.
  • A indicação cobre adultos sem tratamento prévio com câncer de reto localmente avançado, estágio II ou III, e tumores dMMR ou MSI-H confirmados por teste autorizado pela FDA.
  • No AZUR-1, estudo de fase 2 com 154 pacientes, cerca de três quartos não precisaram de cirurgia, radioterapia ou quimioterapia, com seguimento mediano superior a dois anos.
  • No estudo anterior do Memorial Sloan Kettering, com 50 pacientes, nenhum teve sinais detectáveis de câncer após o tratamento, e 93% se mantiveram livres da doença por ao menos 12 meses.
  • Segundo a FDA, entre os 27 pacientes desse estudo acompanhados por ao menos três anos, um teve recidiva, na mesma área.
  • Reações imunomediadas podem ser graves ou fatais; as mais comuns, em ao menos 15% dos pacientes, foram fadiga, erupção cutânea, diarreia e coceira.
  • Segundo a FDA, cerca de 3% dos cânceres retais localmente avançados são dMMR ou MSI-H, segundo estimativas publicadas.
  • É a 11ª aprovação sob o programa piloto Commissioner's National Priority Voucher, com Priority Review e designação de Breakthrough Therapy.

Nos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA, agência americana que regula alimentos e medicamentos) concedeu aprovação acelerada ao Jemperli, da GSK, para adultos com câncer de reto localmente avançado sem tratamento prévio e tumores com deficiência de reparo de erros de pareamento do DNA (dMMR) ou alta instabilidade de microssatélites (MSI-H). A decisão se apoia em resultados provisórios do estudo AZUR-1, de fase 2, e em dados de um estudo anterior do Memorial Sloan Kettering.

A FDA deixa em aberto a duração da resposta e a taxa de recidiva. Por se tratar de aprovação acelerada, a GSK deve seguir os pacientes para comprovar benefício clínico duradouro.

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