Economia da Argentina apresenta crescimento desigual e alta no desemprego
PIB argentino cresce 2% no segundo trimestre de 2026, mas país enfrenta desafios com desemprego, informalidade e queda no consumo interno.
Pontos principais
- O PIB da Argentina registrou crescimento de 2% no segundo trimestre de 2026 na comparação anual.
- Houve uma retração de 0,6% no PIB do segundo trimestre em relação aos três meses anteriores.
- A taxa de desemprego subiu para 7,9%, com cerca de metade da força de trabalho na informalidade.
- Setores de exportação como mineração e pesca impulsionam a economia, enquanto o varejo e a indústria recuam.
A economia argentina apresentou um desempenho misto no primeiro semestre de 2026, com o PIB registrando um crescimento de 2% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior. Apesar do avanço anual, houve uma contração de 0,6% na comparação com o trimestre imediatamente anterior, refletindo quedas no consumo privado, nos gastos públicos e nos níveis de investimento. O cenário econômico do país tornou-se um ponto de divergência em debates políticos no Brasil, evidenciando as dificuldades estruturais enfrentadas pela gestão atual.
O mercado de trabalho argentino enfrenta pressões crescentes, com a taxa de desemprego atingindo 7,9% no segundo trimestre de 2026, um aumento em relação aos 7,6% observados no ano anterior. A situação é agravada por um alto índice de informalidade, que abrange cerca de metade da população economicamente ativa. Enquanto setores voltados à exportação, como a mineração e a pesca, mantêm o dinamismo, a indústria manufatureira e o comércio varejista continuam a registrar resultados negativos.
