Parlamentares republicanos criticam Trump por suspender sanções à Rússia
Por ordem executiva de 16 de outubro, Trump dispensou nos Estados Unidos as sanções e tarifas da lei de sanções à Rússia que sancionou em setembro, e o senador Thom Tillis chamou a medida de além de irresponsável.
Pontos principais
- Ordem executiva de Trump, de 16 de outubro, dispensa sanções, restrições e tarifas previstas na Lei de Sanções à Rússia e ao Irã Lindsey O. Graham.
- A ordem fixa tarifas de 500% sobre bens russos e de 100% para grandes compradores e facilitadores da evasão de sanções ao petróleo russo, mas a própria dispensa cobre essas tarifas.
- Trump certificou ao Congresso que a dispensa atende aos interesses nacionais dos EUA e enviou relatório com a justificativa.
- As dispensas não têm prazo: valem até que Trump ou o secretário de Estado decidam o contrário.
- Thom Tillis, senador pela Carolina do Norte, diz que a medida é além de irresponsável e que o governo capitula a um ditador russo que invadiu ilegalmente a Ucrânia.
- Para Tillis, a saída para baixar os preços de energia é resolver o problema do Irã, não fazer um favor a Vladimir Putin.
- A ordem não nomeia os países que formam os grupos de maiores compradores e facilitadores; o Representante Comercial dos EUA deve monitorar e informar o presidente.
Em ordem executiva de 16 de outubro, o presidente Donald Trump dispensou a aplicação de sanções, restrições e tarifas previstas na Lei de Sanções à Rússia e ao Irã Lindsey O. Graham, que ele sancionou em 18 de setembro. Trump afirma ter enviado ao Congresso a certificação de que a medida atende aos interesses nacionais dos Estados Unidos, junto com um relatório que justifica a decisão. A ordem não fixa prazo: as dispensas valem até que ele ou o secretário de Estado decidam o contrário.
A ordem também prevê tarifas mais altas sobre bens russos e sobre países que compram ou facilitam a evasão de sanções ao petróleo russo, mas a própria dispensa cobre essas tarifas. O texto não nomeia esses países; cabe ao Representante Comercial dos Estados Unidos acompanhar as compras e informar o presidente.
O senador republicano Thom Tillis, da Carolina do Norte, classificou a medida como além de irresponsável e perguntou o que o presidente e seus assessores não entendem sobre fazer cumprir uma lei aprovada por 86 a 11 no Senado. Para ele, o governo está capitulando a um ditador russo que invadiu ilegalmente a Ucrânia, e, se Trump quer baixar os preços de energia, deve resolver o problema do Irã em vez de fazer um favor a Vladimir Putin.
Fontes primárias
Post de Thom Tillis no X sobre a dispensa de sanções à Rússia
Tillis (R-NC): "Beyond irresponsible" (além de irresponsável). Pergunta o que "parte de fazer cumprir uma lei aprovada 86-11 pelo Senado" o presidente e seus assessores não entendem. Diz ser "inconcebível" que o governo esteja "capitulando a um ditador russo que invadiu ilegalmente a Ucrânia". Afirma que, se o presidente quer baixar os preços de energia, deve resolver o problema do Irã, "não fazer um favor a Vladimir Putin".
Implementing the Lindsey O. Graham Sanctioning Russia and Iran Act of 2026 (ordem executiva, 16/10/2026)
Ordem executiva de 16/10/2026 com base na seção 115 da lei Graham. O presidente dispensa (waive) a aplicação de tarifas das seções 112 e 113 da lei e desta ordem (seção 4(a)), e de sanções e restrições das seções 102(a), 102(d), 102(e) e 103 a 111, além da 117 (seção 4(b)-(c)). As dispensas valem até que o presidente ou o secretário de Estado decidam o contrário (seção 4(d)). O presidente certifica ao Congresso que a medida atende aos interesses nacionais dos EUA e envia relatório com a justificativa. A ordem também fixa aumento de 500% nas tarifas sobre bens russos e de 100% para os cinco maiores importadores de petróleo e gás russo que fizerem novas compras a partir de 18/10/2026, todos sujeitos às dispensas.
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