Democratas na Câmara dos EUA divergem sobre sanções à Rússia
Projeto de lei que amplia poderes tarifários de Trump contra o petróleo russo gera impasse interno entre democratas na Câmara dos EUA.
Pontos principais
- O projeto permite tarifas de até 100% sobre os cinco maiores importadores de petróleo russo.
- Líderes democratas temem que a medida conceda poderes excessivos ao presidente Donald Trump.
- A proposta já foi aprovada no Senado com amplo apoio bipartidário e respaldo da Casa Branca.
- O Comitê de Regras da Câmara encaminhou o texto para votação no plenário sem aceitar emendas democratas.
A liderança democrata na Câmara dos Representantes dos EUA enfrenta um impasse interno em relação ao projeto de lei de sanções à Rússia, batizado em homenagem ao falecido senador Lindsey Graham. Embora a medida tenha sido aprovada no Senado com 86 votos favoráveis e conte com o apoio da Casa Branca, parlamentares democratas como Greg Meeks e Richard Neal manifestaram oposição. O principal receio do grupo é que o texto conceda poderes tarifários excessivos ao presidente Donald Trump, sem estabelecer garantias suficientes para sanções obrigatórias contra Moscou.
Apesar da resistência da cúpula do partido, a proposta conta com o apoio de alguns democratas, como o deputado Jared Golden, evidenciando uma divisão sobre a estratégia de política externa e comercial. Enquanto copresidentes do Caucus da Ucrânia ainda avaliam seus votos, o Comitê de Regras da Câmara, sob controle republicano, avançou com o texto para o plenário sem incluir emendas da oposição. A votação final testará a coesão democrata diante da pressão por medidas mais rigorosas contra o setor petrolífero russo.
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