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Ucrânia negocia com Pentágono e SpaceX fim de limite de velocidade no Starshield

Kiev negocia com o Pentágono e a SpaceX o fim do limite de 160 km/h no Starshield, que corta a conexão de drones e helicópteros militares ucranianos acima dessa velocidade.

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Foto: BBC World
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16/10 às 13:31, atualizado 23:45

Pontos principais

  • O limite de 160 km/h foi imposto sem aviso na madrugada de quinta-feira (15/10) e corta a conexão de terminais móveis que o ultrapassam.
  • O corte afeta os drones interceptadores que a Ucrânia usa contra os Shahed a jato, que voam acima de 400 km/h, e os helicópteros que caçam os Shahed de hélice.
  • As alternativas são um pacote Starshield de aviação, sem limite de velocidade, mas bem mais caro, ou a retirada da restrição do serviço atual.
  • Elon Musk afirmou que o governo dos EUA é dono e controla o Starshield, com decisões de uso nas mãos dos militares americanos e, em última instância, de Donald Trump.
  • Segundo Beskrestnov, a Rússia já ganha capacidade de controlar drones e mísseis por satélite em tempo real, com a rede Rassvet, e a cobertura total pode vir em cerca de seis meses.
  • Kiev avalia redes da Amazon e da OneWeb, da europeia Eutelsat, como garantia caso perca o acesso ao Starshield.

Em Kiev, o assessor de Zelensky Serhii Beskrestnov disse à Associated Press que a Ucrânia negocia com o Pentágono, a SpaceX e o governo dos EUA a suspensão do limite de velocidade do Starshield, a versão militar do Starlink. A restrição foi imposta sem aviso e obriga os drones ucranianos a voar mais devagar, o que os torna mais vulneráveis a armas russas.

Beskrestnov afirma que o caso "não é só técnico nem só comercial, mas também político". A AP relata que Kiev não tem explicação para a medida, adotada em meio à piora das relações com Washington, marcadas pelo acordo de Trump para importar diesel russo, visto pela Ucrânia como traição. Trump negou ter ordenado a restrição, e o Pentágono não respondeu às perguntas da AP.

A decisão segue em aberto, e Beskrestnov diz que não sabe qual será. Ele também considera a rede russa Rassvet o perigo nº 1 entre os desafios tecnológicos de Moscou, para a Ucrânia e para a Europa.

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