Visão geral
Elon Musk é um empresário e investidor sul-africano naturalizado canadense e norte-americano, conhecido por liderar empresas de tecnologia e inovação como SpaceX, Tesla, xAI (recentemente adquirida pela SpaceX), Neuralink, The Boring Company e a plataforma X (antigo Twitter). Em junho de 2026, com a abertura de capital histórica da SpaceX, Musk tornou-se a primeira pessoa do mundo a acumular uma fortuna avaliada na casa do trilhão de dólares. Ele está envolvido com a xAI, empresa de inteligência artificial recentemente adquirida pela SpaceX, com a plataforma X e com a SpaceX, sua empresa de foguetes e satélites que realizou em junho de 2026 a maior oferta pública inicial (IPO) da história. A SpaceX adotou uma estrutura de ações de dupla classe que garante a Musk o controle da empresa mesmo com participação minoritária, estratégia que ele também propôs para a Tesla. Em janeiro de 2026, Musk processou a OpenAI e a Microsoft por "ganhos indevidos" e enfrentou controvérsias sobre o modelo de IA Grok da xAI e sua gestão do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) nos EUA. Musk também mantém uma operação política própria nos Estados Unidos: seu super PAC, a America PAC, entrou em setembro de 2026 nas eleições de meio de mandato com gastos em disputas ao Senado e à Câmara, e ele intervém também na política britânica, apoiando legendas anti-imigração. Em setembro de 2026, Musk sugeriu uma possível fusão entre Tesla e SpaceX e propôs que laboratórios de inteligência artificial rivais testem a segurança dos modelos uns dos outros. Em 30 de setembro de 2026, voltou a assessorar oficialmente o governo Trump: o secretário de Defesa, Pete Hegseth, o nomeou copresidente do Projeto Meridian, estudo do Pentágono sobre o futuro da guerra. O patamar do trilhão, porém, não se sustentou: com a queda das ações da SpaceX no segundo semestre, a Forbes avaliou sua fortuna em US$ 908 bilhões na lista Forbes 400 divulgada em 15 de setembro de 2026 — ainda a maior dos Estados Unidos, pelo quinto ano seguido.
Quem é Elon Musk
Elon Reeve Musk nasceu em 28 de junho de 1971 em Pretória, na África do Sul, filho de Maye Musk, modelo e nutricionista, e de Errol Musk, engenheiro e empresário. Pergunta recorrente entre buscas em português é se Musk "nasceu rico": ele cresceu em família de classe alta sul-africana, e seu pai, Errol, afirmou em entrevistas ter tido participação em uma mina de esmeraldas na Zâmbia — versão que o próprio Elon já contestou publicamente. Independentemente da disputa sobre a origem da fortuna familiar, é consenso que Musk não herdou as bilionárias participações que detém hoje, construídas a partir de suas empresas.
Ainda jovem, Musk emigrou para o Canadá em 1989 usando a cidadania canadense da mãe, estudou na Queen's University e depois transferiu-se para a Universidade da Pensilvânia, nos EUA, onde se formou em física e economia. Iniciou um doutorado em Stanford, mas abandonou em poucos dias para empreender na internet. Atualmente possui tripla cidadania (sul-africana, canadense e norte-americana).
Fortuna e patrimônio
A fortuna de Elon Musk é, de longe, o tema mais buscado sobre ele. Em 12 de junho de 2026, após a estreia das ações da SpaceX na bolsa, Musk tornou-se oficialmente a primeira pessoa da história a alcançar um patrimônio na casa do trilhão de dólares. Pelo índice Bloomberg Billionaires, sua fortuna era estimada em cerca de US$ 1,27 trilhão em meados de junho de 2026; estimativas da Forbes chegaram a US$ 1,4 trilhão poucos dias depois. O patamar o coloca muito à frente do segundo colocado, com fortuna superior à soma de outros magnatas do topo da lista.
A maior parte do patrimônio vem de suas participações acionárias, não de salário. Historicamente a Tesla era o principal ativo (chegou a representar cerca de 75% da fortuna em 2020), mas após a venda de bilhões em ações e, sobretudo, a valorização e abertura de capital da SpaceX, esta passou a responder por cerca de dois terços do patrimônio de Musk em 2026. Marcos da trajetória: US$ 400 bilhões em dezembro de 2024 (primeira pessoa a atingir o nível), US$ 800 bilhões em fevereiro de 2026 e a ultrapassagem de US$ 1 trilhão em junho de 2026. O termo "trilionário" e buscas por "net worth" e "patrimônio Elon Musk" dispararam após o IPO.
O patamar do trilhão, porém, não se sustentou. As ações da SpaceX atingiram a máxima histórica em 16 de junho de 2026, quatro dias depois da estreia, e passaram a cair. Em 27 de julho de 2026, o papel recuou 4,8%, para cerca de US$ 109,50 — queda acumulada de 50% desde a máxima —, e a fortuna de Musk encolheu US$ 29,5 bilhões em um único dia, para US$ 695,7 bilhões, abaixo de US$ 700 bilhões pela primeira vez desde dezembro de 2025. O próprio Musk passou a se descrever como um "ex-trilionário". Suas participações na SpaceX somam 4,8 bilhões de ações e outras 350 milhões de opções de compra.
A ação tocou a mínima histórica de US$ 104 em 3 de agosto de 2026 e depois se recuperou: em 17 de agosto, subiu mais de 6%, para perto de US$ 150 — alta de cerca de 87% desde a mínima —, depois que um prazo regulatório de divulgação revelou dezenas de investimentos institucionais na fabricante de foguetes. Naquele dia a fortuna de Musk voltou a US$ 911,9 bilhões, com folga sobre o segundo colocado no mundo, Larry Page (US$ 281,4 bilhões).
Na lista Forbes 400 divulgada em 15 de setembro de 2026, Musk aparece como o americano mais rico pelo quinto ano consecutivo, com US$ 908 bilhões. O ranking é dominado pela tecnologia: nove das dez maiores fortunas do país vêm do setor, que responde por 88 dos 400 nomes. Atrás de Musk estão Jeff Bezos (US$ 378 bilhões), Larry Page (US$ 278 bilhões), Michael Dell (US$ 263 bilhões), Sergey Brin (US$ 256 bilhões), Mark Zuckerberg (US$ 212 bilhões), Larry Ellison (US$ 204 bilhões), Jensen Huang (US$ 199 bilhões), Steve Ballmer (US$ 156 bilhões) e Bill Gates (US$ 116 bilhões).
Em 2 de outubro de 2026, a alta de 5,29% das ações da Tesla, puxada por entregas acima do esperado no terceiro trimestre, acrescentou US$ 53,2 bilhões à fortuna de Musk, estimada naquele dia em US$ 972 bilhões pela lista de bilionários em tempo real da Forbes, de novo perto da marca do trilhão.
Vida pessoal e filhos
Outro foco frequente de buscas é a vida pessoal de Musk, em especial seus filhos. Ele tem pelo menos 14 filhos conhecidos publicamente, com quatro mulheres diferentes (um deles morreu ainda bebê). Com sua primeira esposa, a escritora Justine Wilson, teve seis filhos, incluindo o primogênito Nevada, falecido com poucas semanas de vida, além dos gêmeos Griffin e Vivian e dos trigêmeos Kai, Saxon e Damian. Com a cantora Grimes (Claire Boucher) teve três filhos de nomes incomuns: X Æ A-Xii (conhecido como "X"), Exa Dark Sideræl e Techno Mechanicus. Com a executiva de tecnologia Shivon Zilis, ligada à Neuralink, teve quatro filhos: os gêmeos Strider e Azure, a filha Arcadia e o filho Seldon Lycurgus. Musk também reconheceu um filho, Romulus, com a influenciadora Ashley St. Clair, com quem mantém disputa judicial pela guarda noticiada em janeiro de 2026. Em 2 de outubro de 2026, Zilis, diretora de operações e projetos especiais da Neuralink, anunciou no X que Musk havia encerrado o relacionamento entre os dois de forma repentina: "É difícil passar do amor para deixar ir em uma semana sem aviso, mas às vezes é assim mesmo". A revelação veio depois que usuários do X notaram que Musk deixara de segui-la na plataforma; até aquele dia, ele não havia se pronunciado. Sua mãe, Maye Musk, é modelo de carreira longeva e figura pública recorrente.
Principais empresas
Além da SpaceX e da X, Musk lidera ou fundou um conjunto de empresas de tecnologia:
- Tesla: montadora de veículos elétricos e empresa de energia, da qual é CEO desde os primeiros anos; foi por muito tempo a principal fonte de sua riqueza. Musk propôs para a Tesla uma estrutura de controle de voto que lhe garanta ao menos 25% de influência. Em novembro de 2025, os acionistas aprovaram para ele um pacote de remuneração que pode chegar a US$ 1 trilhão, condicionado a metas como 20 milhões de veículos entregues, 10 milhões de assinaturas do Full Self-Driving, 1 milhão de robotáxis e 1 milhão de robôs em operação. O pacote foi defendido com a visão de "abundância" do quarto plano diretor da Tesla, divulgado em 1º de setembro de 2025; um ano depois, a empresa ainda não detalhou o conceito em metas práticas, e em agosto de 2026 pediu o registro da marca "Amazing Abundance" nos Estados Unidos. No terceiro trimestre de 2026, a Tesla entregou 486.532 veículos, acima dos 456.896 projetados em média pelos analistas, mas 2% abaixo dos 497.009 do mesmo trimestre de 2025, quando compradores americanos correram para aproveitar o fim de um crédito fiscal federal. A recuperação veio sobretudo da Europa, onde os emplacamentos na União Europeia cresceram cerca de dois terços entre janeiro e agosto de 2026, enquanto as vendas nos EUA acumulavam queda de quase 20% na comparação anual. O balanço financeiro do trimestre sai em 21 de outubro de 2026.
- SpaceX: empresa de foguetes e satélites fundada em 2002, operadora do serviço de internet Starlink; realizou em junho de 2026 o maior IPO da história e responde hoje pela maior parte da fortuna de Musk.
- xAI: empresa de inteligência artificial fundada por Musk, criadora do chatbot Grok, adquirida pela SpaceX.
- Neuralink: startup de interfaces cérebro-máquina.
- The Boring Company: empresa de construção de túneis para transporte urbano.
- X (antigo Twitter): plataforma de mídia social adquirida por Musk em 2022 e renomeada.
Contexto histórico e desenvolvimento
Elon Musk é uma figura proeminente no cenário tecnológico global, com um histórico de fundar e liderar empresas inovadoras. A xAI, sua empresa de inteligência artificial, desenvolveu o Grok, um modelo de IA. Recentemente, a SpaceX adquiriu a xAI, expandindo sua atuação para além de seus negócios principais e entrando no ramo da inteligência artificial. A plataforma X, que Musk adquiriu e renomeou, também está sob sua liderança. Em janeiro de 2026, tanto a xAI quanto a X foram alvo de pedidos de parlamentares e outros grupos para que Apple e Google removessem o Grok de suas lojas de aplicativos. Esses pedidos surgiram em meio a preocupações de que o Grok pudesse gerar conteúdo explícito envolvendo menores. Em resposta, Musk declarou publicamente que não tinha conhecimento de que o Grok estivesse gerando tal tipo de imagem.
A geração de imagens do Grok também chegou aos tribunais. Em 2 de outubro de 2026, o Tribunal Federal de Apelações do 8º Circuito, em St. Louis, concedeu à xAI uma liminar que suspende, enquanto a empresa contesta sua constitucionalidade, uma lei de Minnesota em vigor desde 1º de agosto de 2026 que proíbe sites e desenvolvedores de software de permitir a criação de imagens realistas de nudez de pessoas identificáveis. Em setembro, o juiz federal Donovan Frank havia negado o pedido, por entender que a xAI não demonstrara dano irreparável e demorara a recorrer. A empresa sustenta que o Grok Imagine tem "proteções rigorosas" contra imagens sexualizadas de pessoas reais; Minnesota defende a lei como resposta a "uma quantidade impressionante de material de abuso sexual infantil gerado por produtos de IA como o Grok Imagine".
Em um contexto diferente, Musk também esteve envolvido em iniciativas governamentais. Ele comandou o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) durante os primeiros meses da segunda gestão Trump. O DOGE foi criado com o objetivo de poupar gastos e buscar eficiência governamental, mas um levantamento da Public Employees for Environmental Responsibility (Peer) revelou que o programa gastou 10 bilhões de dólares em 2025 ao afastar mais de 154 mil funcionários federais sob regime de licença remunerada. Essa medida gerou críticas por manter funcionários recebendo salários sem trabalhar, contrariando o objetivo inicial de economia e eficiência. A Peer destacou a contradição e a possível violação da Lei de Licença Administrativa, que limita o afastamento remunerado a dez dias úteis por ano.
Em 15 de setembro de 2026, o Government Accountability Office (GAO), órgão de auditoria independente ligado ao Congresso americano, divulgou seu próprio levantamento sobre esse custo: o governo federal pagou US$ 9,5 bilhões a servidores em licença administrativa remunerada em 2025, seis vezes o gasto de 2023, com alta de 435% no uso do mecanismo entre os dois anos. Os dias de licença saltaram de cerca de 4 milhões em 2023 e 4,4 milhões em 2024 para aproximadamente 21,6 milhões em 2025. Cerca de 70% do total — US$ 6,7 bilhões — está associado ao programa de demissão diferida, ao qual 144.312 servidores de 76 agências recorreram. "A licença administrativa remunerada para servidores federais é uma ausência justificada sem perda de salário", registrou o GAO, definindo-a como "um custo para os contribuintes, já que os empregados recebem integralmente sem desempenhar suas funções". A senadora Patty Murray, vice-presidente do Comitê de Apropriações do Senado, reagiu ao relatório dizendo que Trump "gastou bilhões para empurrar para fora especialistas experientes e necessários em todo o governo".
Recentemente, em 17 de janeiro de 2026, Elon Musk iniciou um processo judicial contra a OpenAI e a Microsoft. A ação busca uma indenização que pode chegar a R$ 719 bilhões, sob a alegação de "ganhos indevidos" por parte das empresas. A OpenAI, por sua vez, refutou as acusações, descrevendo o processo como "sem fundamento" e parte de uma campanha de "assédio" por parte de Musk.
Outra de suas empresas notáveis, a SpaceX, concretizou em junho de 2026 a maior oferta pública inicial (IPO) da história. Em dezembro de 2025, a SpaceX havia realizado uma oferta secundária interna de ações, avaliando a empresa em cerca de US$ 800 bilhões. Em janeiro de 2026, a empresa selecionou o Bank of America, Goldman Sachs, JPMorgan Chase e Morgan Stanley para liderar o IPO. O diretor financeiro da SpaceX, Bret Johnsen, vinha mantendo conversas com investidores privados desde dezembro de 2025 para explorar a abertura de capital. Apesar da preferência anterior de Musk por manter a SpaceX privada, o crescente sucesso do serviço de internet via satélite Starlink e a valorização da empresa provocaram a mudança de estratégia. Em 11 de junho de 2026, a SpaceX precificou cerca de 555,6 milhões de ações Classe A a US$ 135,00 cada, e os papéis começaram a ser negociados na Nasdaq em 12 de junho de 2026 sob o ticker "SPCX". A operação levantou cerca de US$ 75 bilhões e implicou uma avaliação próxima de US$ 1,8 trilhão, superando com folga a IPO da Saudi Aramco (US$ 24,9 bilhões em 2019) como a maior da história. Foi essa estreia que tornou Musk o primeiro trilionário do mundo.
Para o IPO, a SpaceX adotou uma estrutura de ações de dupla classe, que dá a acionistas selecionados, como Musk, ações com poder de voto extra, permitindo-lhe manter o controle da empresa mesmo com uma participação minoritária. Essa estratégia é comum em empresas de tecnologia americanas como Meta e Alphabet, e Musk já propôs uma estrutura similar para a Tesla, buscando ter pelo menos 25% do controle de voto na empresa. Os fundos arrecadados com o IPO seriam usados para financiar data centers de IA no espaço e uma fábrica na Lua.
Integração entre Tesla, SpaceX e xAI
Em 15 de setembro de 2026, no All-In Summit, em Los Angeles, Musk questionou publicamente a lógica de manter Tesla e SpaceX como companhias separadas e reacendeu a especulação sobre uma fusão entre as duas. Ao lado da presidente da SpaceX, Gwynne Shotwell, ele afirmou: "com toda essa colaboração em tantos níveis, quem pode imaginar que ação alguém poderia tomar". Como evidência da integração crescente, citou o Terafab, projeto conjunto de fabricação de semicondutores no Texas. Shotwell não confirmou nenhum plano concreto de fusão. Em 3 de outubro de 2026, o jornalista Tim Culpan, da newsletter Culpium, reportou que a TSMC estuda trabalhar com o Terafab e usá-lo como cliente-âncora de uma possível fábrica de semicondutores no Texas, em paralelo à expansão já planejada no Arizona; a fabricante taiwanesa não anunciou decisão.
O mercado reagiu com cautela. Analistas do Baird e do RBC avaliaram que a união faria sentido estratégico pela sobreposição em infraestrutura de inteligência artificial, cadeia de chips e capacidade computacional, mas não trataram a operação como decidida. No mesmo período, Musk disse estar morando temporariamente em um trailer Airstream em Memphis, no Tennessee, para acompanhar de perto a construção do data center da xAI na cidade — "estou falando com vocês hoje do palácio onde moro em Memphis, que é um trailer Airstream". Segundo Shotwell, ele tem ajudado na construção dos prédios e dormido perto do canteiro de obras.
A infraestrutura de IA herdada da xAI virou também um negócio de aluguel de capacidade computacional. Em maio de 2026, a Anthropic fechou contrato para usar toda a capacidade do data center Colossus 1, em Memphis, por US$ 1,25 bilhão por mês até 2029. Em 5 de junho de 2026, dias antes do IPO, a SpaceX informou em documento regulatório um acordo com o Google: US$ 920 milhões por mês, de outubro de 2026 a junho de 2029, por cerca de 110 mil GPUs da Nvidia, além de processadores e memória. Os dois contratos podem ser encerrados por qualquer das partes com aviso de 90 dias após 31 de dezembro de 2026. Em 1º de outubro de 2026, o site The Information reportou que a unidade de IA da SpaceX também negociou com a Microsoft, durante o verão americano, o aluguel de capacidade, sem acordo confirmado.
Disputa antitruste com Apple e OpenAI
Paralelamente ao processo aberto em janeiro de 2026 contra OpenAI e Microsoft, empresas de Musk movem na Justiça federal do Texas uma ação antitruste que acusava Apple e OpenAI de conspirar para monopolizar os mercados de smartphones e de chatbots de inteligência artificial — a alegação central era que a integração do ChatGPT ao sistema operacional do iPhone privilegiava a OpenAI em detrimento de chatbots concorrentes, entre eles o Grok. Em 13 de novembro de 2025, o juiz distrital Mark Pittman negou os pedidos de arquivamento apresentados por Apple e OpenAI.
Em 14 de setembro de 2026, a X Corp e a SpaceXAI pediram ao tribunal a retirada, com prejuízo, de todas as alegações contra a Apple, informando apenas que as reivindicações haviam sido "resolvidas". A petição não descreve os termos do entendimento nem diz se houve acordo financeiro, e registra apenas que as ações contra a OpenAI seguem. Em petição separada, a OpenAI declarou ao tribunal que não participou de nenhum acordo, desconhece seus termos e pediu que eles fossem revelados, por poderem afetar as alegações remanescentes contra ela.
Em 16 de setembro de 2026, o juiz Mark Pittman — nomeado por Trump e sediado em Fort Worth, no Texas — determinou que X Corp e SpaceXAI apresentem, para exame dele, quaisquer acordos firmados com a Apple relacionados à decisão de desistir das acusações. A ordem responde ao pedido da OpenAI para obrigar a X a revelar os termos do entendimento. A ação, que disputa o domínio de um mercado de inteligência artificial de potencial trilionário, sustenta que Apple e OpenAI são "dois monopolistas unindo forças para assegurar seu domínio contínuo", inclusive por meio de suposta manipulação dos rankings da loja de aplicativos da Apple e do acordo exclusivo de 2024 que levou o ChatGPT ao iPhone. Segundo a Politico, a Apple fechou em 2026 um novo acordo para integrar serviços de inteligência artificial do Google a seus produtos.
Posição sobre segurança em inteligência artificial
Ainda no All-In Summit, em 15 de setembro de 2026, Musk propôs um mecanismo de revisão por pares para modelos de inteligência artificial: os principais laboratórios dos Estados Unidos — citou OpenAI, Anthropic, Google e Meta — e "três ou quatro" das maiores empresas chinesas do setor permitiriam que concorrentes rodassem um "test harness" em seus modelos para avaliar a segurança antes do lançamento público. O argumento é que a avaliação interna equivale a "corrigir a própria lição de casa", enquanto rivais teriam incentivo para encontrar falhas que passam despercebidas dentro de casa. Musk reconheceu que nenhum laboratório concorrente havia aderido à proposta até então.
A sugestão foi feita em meio ao debate sobre desaceleração do desenvolvimento de IA — o presidente-executivo da Anthropic, Dario Amodei, defende um ritmo mais controlado — e esbarra no argumento geopolítico, recorrente no próprio discurso de Musk, de que uma freada voluntária nos EUA cederia vantagem tecnológica à China.
A defesa pública de testes cruzados convive com a resistência de Musk a um regulador formal. Em julho de 2026, o presidente-executivo do Google DeepMind, Demis Hassabis, propôs um órgão independente de padrões para inteligência artificial nos moldes da Finra — a entidade autorregulada, financiada pelo próprio setor, que fiscaliza corretoras nos Estados Unidos sob supervisão da SEC. O órgão avaliaria modelos de fronteira antes do lançamento, com submissão voluntária 30 dias antes e possibilidade de se tornar obrigatória mais adiante. Musk chamou a ideia de "um arcabouço criterioso no conjunto e certamente um bom ponto de partida para discussões". Em 16 de setembro de 2026, o Wall Street Journal reportou que Musk, Mark Zuckerberg e o presidente-executivo da Nvidia, Jensen Huang, levaram a Donald Trump, em conversas separadas, objeções à criação desse órgão financiado pela indústria, e que depois disso a Casa Branca não deu andamento à proposta. Segundo o jornal, auxiliares graduados do governo vinham se reunindo quase diariamente nos últimos meses para desenhar possíveis salvaguardas para a tecnologia.
Serviços financeiros na plataforma X
Em 16 de setembro de 2026, a X passou a permitir que usuários nos Estados Unidos negociem ativos a partir das cashtags — os códigos precedidos de cifrão, como $TSLA, usados na rede para se referir a ações e criptomoedas. Ao tocar em uma cashtag, o usuário vê o gráfico de preço e as conversas sobre o ativo e encontra ali a opção "Trade", que encaminha a ordem a uma corretora parceira: Interactive Brokers, Moomoo, Gemini, Kraken ou Coinbase. São negociáveis ações, ETFs e criptomoedas. O recurso foi apresentado por Mridul Singhai, líder de engenharia de produtos da X, e por Monique Pintarelli, responsável pela publicidade global da SpaceXAI, e soma-se ao X Money no plano de transformar a rede social em um aplicativo de serviços financeiros, encurtando a distância entre a conversa sobre um ativo e a execução da ordem.
Atuação política e financiamento de campanhas
Além do período à frente do DOGE, Musk financia diretamente campanhas eleitorais nos Estados Unidos por meio da America PAC, comitê de ação política independente (super PAC) ligado a ele. Em 2024, Musk gastou mais de US$ 250 milhões para apoiar Donald Trump e candidatos republicanos.
Em 3 de setembro de 2026, a Comissão Eleitoral Federal dos EUA (FEC) divulgou os primeiros gastos da America PAC nas eleições de meio de mandato: mais de US$ 800 mil desembolsados em agosto de 2026, com cerca de 90% do valor concentrado em sete disputas ao Senado e o restante em distritos competitivos da Câmara dos Representantes. O maior aporte foi para o Texas — mais de US$ 247 mil em apoio à candidatura ao Senado de Ken Paxton, procurador-geral do estado, que enfrenta o democrata James Talarico —, seguido do Maine, com mais de US$ 170 mil, e do Michigan, com mais de US$ 25 mil. As demais disputas ao Senado alcançadas foram Iowa, New Hampshire e Ohio; na Câmara, houve gastos em New Jersey, Nova York, Pensilvânia e Virgínia. A maior parte das despesas foi com custos de impressão, indicando uma operação voltada ao contato direto com o eleitor.
Segundo a CNBC, Musk teria autorizado a America PAC a gastar até US$ 120 milhões para eleger republicanos na votação de novembro de 2026. A divulgação dos gastos ocorreu poucos dias depois de Musk se reunir com o presidente da Câmara, Mike Johnson, num momento em que os republicanos buscam preservar suas maiorias no Congresso. O movimento marca a reaproximação de Musk com Trump depois do rompimento público de 2025, quando o empresário chegou a ameaçar criar um partido próprio.
Os gastos cresceram nas semanas seguintes. Segundo levantamento do Guardian publicado em 1º de outubro de 2026, a America PAC já havia gastado US$ 6,4 milhões contra o democrata James Talarico e US$ 1 milhão a favor de Ken Paxton na disputa ao Senado pelo Texas, além de US$ 3,4 milhões contra o democrata Abdul El-Sayed na corrida ao Senado pelo Michigan.
Musk não é o único bilionário a irrigar a campanha republicana. A Maga Inc, super PAC ligado a Trump, declarou US$ 294 milhões em caixa em janeiro de 2026, depois de arrecadar US$ 102 milhões no segundo semestre de 2025.
Projeto Meridian e laços com o Pentágono
Musk deixou o comando do DOGE em maio de 2025, em meio ao rompimento público com Trump sobre a política de gastos do governo. A reaproximação se consolidou em 30 de setembro de 2026, quando o secretário de Defesa, Pete Hegseth, anunciou em discurso na base de Quantico, na Virgínia, o Projeto Meridian, "uma iniciativa liderada pelas melhores mentes dos Estados Unidos para estudar o futuro da guerra". Musk copresidirá o estudo ao lado de Palmer Luckey, cofundador da Anduril Industries, e de Newt Gingrich, ex-presidente republicano da Câmara dos Representantes. O objetivo, segundo Hegseth, é "examinar criativamente o futuro e identificar os campos que devemos dominar e as capacidades que devemos aperfeiçoar". O grupo terá integrantes do setor privado, da academia e de políticas públicas escolhidos pessoalmente, e as conclusões devem ser entregues em 120 dias. O projeto será conduzido pelo dirigente do Pentágono Emil Michael, ex-executivo da Uber.
A nomeação levantou questionamentos sobre conflito de interesses. Musk e Luckey estão entre os maiores doadores do movimento Maga, e as empresas dos dois têm contratos de defesa com o governo federal: a SpaceX é contratada central dos programas espaciais americanos e tornou-se peça do Golden Dome, o projeto de defesa antimísseis de Trump, que pode custar até US$ 1,2 trilhão. O Guardian lembrou ainda que Emil Michael lucrou milhões com ações não negociadas em bolsa de uma empresa de IA de Musk enquanto ocupava cargo federal. "O que parece diferente agora é o apoio financeiro substancial que esses dois deram, e continuam dando, ao Partido Republicano", disse Brendan Glavin, da OpenSecrets, organização apartidária que monitora gastos de campanha.
O chatbot Grok também entrou no aparato militar e de decisão do governo. Em junho de 2026, o chefe de IA do Pentágono afirmou que as Forças Armadas usaram o Grok para identificar alvos durante a guerra com o Irã. Em 1º de outubro de 2026, a revista Time reportou, com base em uma fonte, que Trump consultou o Grok em dezembro de 2025, cerca de um mês antes da invasão da Venezuela que capturou Nicolás Maduro em 3 de janeiro de 2026; o chatbot teria descrito Maduro como um "ditador profundamente impopular" e previsto que muitos venezuelanos comemorariam sua queda.
Interferência na política britânica
A atuação política de Musk não se restringe aos Estados Unidos. No Reino Unido, ele usa a plataforma X para apoiar legendas de direita com plataforma anti-imigração, à direita do Reform UK, de Nigel Farage. Em 14 de fevereiro de 2026, dia do lançamento do Restore Britain, partido criado pelo ex-deputado do Reform UK Rupert Lowe, Musk escreveu em sua conta: "Junte-se a Rupert Lowe no Restore Britain, porque ele é o único que realmente vai fazer isso". O programa da legenda inclui o fim do sistema de asilo, o fechamento de rotas de visto para vários países e a proibição de voto e candidatura para não cidadãos. Antes disso, Musk havia endossado publicamente o Advance UK, de Ben Habib, outro dissidente do Reform UK.
O engajamento rendeu atrito direto com o governo trabalhista. Em 16 de setembro de 2026, a secretária de Cultura do Reino Unido, Lisa Nandy, classificou como "vergonhosa" a postura do X depois de a plataforma ser a única grande rede a não comparecer a uma cúpula convocada pelo governo, no dia anterior, para tratar de doxxing — a publicação de nomes, fotos e endereços de pessoas na internet. O encontro foi motivado pela exposição de voluntários e funcionários do RNLI, o serviço de salvamento marítimo britânico, além de policiais e jornalistas. Nandy anunciou que o governo pretende endurecer a lei para criminalizar a divulgação de dados pessoais e obrigar as plataformas a remover esse conteúdo. Nandy havia deixado o X em julho de 2026, alegando "abuso e desinformação" na plataforma.
Linha do tempo
- 28 de junho de 1971: Elon Reeve Musk nasce em Pretória, África do Sul.
- 1989: Musk emigra para o Canadá; depois estuda na Universidade da Pensilvânia (física e economia).
- 2002: Fundação da SpaceX. Tesla viria a seguir, em 2003–2004, com Musk entre os primeiros investidores e depois CEO.
- 2024: Musk gasta mais de US$ 250 milhões em apoio a Donald Trump e a candidatos republicanos, parte por meio da America PAC, super PAC ligado a ele.
- Maio de 2025: Musk deixa o comando do DOGE após rompimento público com Trump.
- 1º de setembro de 2025: A Tesla divulga seu quarto plano diretor, centrado na visão de "abundância".
- Novembro de 2025: Acionistas da Tesla aprovam pacote de remuneração de até US$ 1 trilhão para Musk, atrelado a metas de veículos, robotáxis e robôs.
- 13 de novembro de 2025: O juiz federal Mark Pittman, no Texas, nega os pedidos de arquivamento de Apple e OpenAI na ação antitruste movida pelas empresas de Musk.
- 2025: O Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), comandado por Elon Musk na gestão Trump, coloca mais de 154 mil funcionários federais em licença remunerada, gerando um custo de US$ 10 bilhões.
- Dezembro de 2025: A SpaceX realiza uma oferta secundária interna de ações, avaliando a empresa em cerca de US$ 800 bilhões; o CFO Bret Johnsen inicia conversas com investidores privados.
- Dezembro de 2025: Segundo reportagem da Time publicada em outubro de 2026, Trump consulta o Grok sobre a Venezuela um mês antes da operação que captura Nicolás Maduro, em 3 de janeiro de 2026.
- Janeiro de 2026: Parlamentares e grupos solicitam que Apple e Google retirem o Grok das lojas de aplicativos devido a preocupações com a geração de imagens explícitas de menores; Musk afirma não ter conhecimento de tais ocorrências.
- 16 de janeiro de 2026: A organização Public Employees for Environmental Responsibility (Peer) divulga levantamento revelando que o programa DOGE gastou US$ 10 bilhões com licenças remuneradas em 2025.
- 17 de janeiro de 2026: Elon Musk processa a OpenAI e a Microsoft por "ganhos indevidos", buscando até R$ 719 bilhões. A OpenAI classifica o processo como "sem fundamento" e "assédio".
- 22 de janeiro de 2026: A SpaceX seleciona Bank of America, Goldman Sachs, JPMorgan Chase e Morgan Stanley para liderar seu IPO.
- 13 de fevereiro de 2026: É reportado que a SpaceX considera uma estrutura de ações de dupla classe para o IPO e que a empresa adquiriu a xAI.
- 14 de fevereiro de 2026: Musk endossa no X o lançamento do Restore Britain, partido anti-imigração do britânico Rupert Lowe.
- Maio de 2026: A Anthropic contrata toda a capacidade do data center Colossus 1, da SpaceX, por US$ 1,25 bilhão por mês até 2029.
- 5 de junho de 2026: A SpaceX anuncia contrato de US$ 920 milhões por mês com o Google para aluguel de cerca de 110 mil GPUs, de outubro de 2026 a junho de 2029.
- 11 de junho de 2026: A SpaceX precifica sua oferta a US$ 135,00 por ação.
- 12 de junho de 2026: As ações da SpaceX (SPCX) estreiam na Nasdaq; a operação levanta cerca de US$ 75 bilhões a uma avaliação de aproximadamente US$ 1,8 trilhão — a maior IPO da história — e torna Elon Musk o primeiro trilionário do mundo.
- 16 de junho de 2026: As ações da SpaceX atingem a máxima histórica e passam a cair.
- 27 de julho de 2026: Com a queda acumulada de 50% das ações da SpaceX desde a máxima, a fortuna de Musk recua a US$ 695,7 bilhões, e ele passa a se descrever como "ex-trilionário".
- 3 de agosto de 2026: As ações da SpaceX marcam a mínima histórica de US$ 104.
- 17 de agosto de 2026: A revelação de dezenas de participações institucionais na SpaceX impulsiona a ação para perto de US$ 150, e o patrimônio de Musk volta a US$ 911,9 bilhões.
- Agosto de 2026: A America PAC realiza seus primeiros gastos das eleições de meio de mandato, somando mais de US$ 800 mil.
- 3 de setembro de 2026: A FEC divulga o detalhamento desses gastos: cerca de 90% em sete disputas ao Senado, com o Texas (mais de US$ 247 mil para Ken Paxton) e o Maine (mais de US$ 170 mil) à frente.
- 15 de setembro de 2026: A Forbes divulga a lista Forbes 400, com Musk na liderança pelo quinto ano seguido, agora com US$ 908 bilhões. No mesmo dia, o GAO divulga relatório apontando US$ 9,5 bilhões pagos em licenças administrativas remuneradas em 2025, alta de 435% ante 2023.
- 14 de setembro de 2026: X Corp e SpaceXAI retiram, com prejuízo, todas as alegações antitruste contra a Apple, sem revelar os termos; o juiz Mark Pittman acolhe o pedido e mantém a ação contra a OpenAI, que pede ao tribunal acesso ao acordo.
- 15 de setembro de 2026: No All-In Summit, em Los Angeles, Musk sugere uma possível fusão entre Tesla e SpaceX e propõe que laboratórios de IA dos EUA e da China testem mutuamente a segurança de seus modelos antes do lançamento.
- 16 de setembro de 2026: O juiz Mark Pittman ordena que X Corp e SpaceXAI apresentem quaisquer acordos firmados com a Apple; a X libera a negociação de ações, ETFs e criptomoedas via cashtags nos EUA; e o Wall Street Journal reporta que Musk, Mark Zuckerberg e Jensen Huang levaram a Trump objeções ao plano de um regulador de IA nos moldes da Finra, que deixou de avançar.
- 16 de setembro de 2026: A secretária de Cultura britânica, Lisa Nandy, chama de "vergonhosa" a ausência do X em cúpula sobre doxxing e anuncia endurecimento da lei britânica sobre exposição de dados pessoais.
- 30 de setembro de 2026: Pete Hegseth anuncia em Quantico o Projeto Meridian, estudo do Pentágono sobre o futuro da guerra copresidido por Musk, Palmer Luckey e Newt Gingrich, com prazo de 120 dias.
- 1º de outubro de 2026: O Guardian aponta que a America PAC já gastou US$ 6,4 milhões contra James Talarico no Texas e US$ 3,4 milhões contra Abdul El-Sayed no Michigan; a Time reporta o uso do Grok por Trump antes da operação na Venezuela.
- 2 de outubro de 2026: A Tesla divulga 486.532 entregas no terceiro trimestre, acima das projeções; as ações sobem 5,29% e a fortuna de Musk chega a US$ 972 bilhões pela Forbes. No mesmo dia, Shivon Zilis anuncia o fim do relacionamento com Musk, e o 8º Circuito suspende, a pedido da xAI, a lei de Minnesota contra nudes gerados por IA.
- 3 de outubro de 2026: A newsletter Culpium reporta que a TSMC estuda trabalhar com o Terafab em uma possível fábrica no Texas.
Principais atores
- Elon Musk: Empresário, líder da SpaceX, Tesla, xAI (agora parte da SpaceX), Neuralink, The Boring Company e da plataforma X, ex-comandante do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) na gestão Trump, e autor de processo contra OpenAI e Microsoft. Tornou-se a primeira pessoa do mundo com patrimônio na casa do trilhão de dólares após o IPO da SpaceX.
- xAI: Empresa de inteligência artificial fundada por Elon Musk, desenvolvedora do Grok, recentemente adquirida pela SpaceX.
- X (anteriormente Twitter): Plataforma de mídia social liderada por Elon Musk.
- SpaceX: Empresa de foguetes e satélites de Elon Musk, que realizou em junho de 2026 a maior IPO da história. Adquiriu a xAI e adotou estrutura de ações de dupla classe para o IPO.
- Tesla: Montadora de veículos elétricos de Elon Musk, por muito tempo sua principal fonte de riqueza.
- Bret Johnsen: Diretor financeiro da SpaceX, envolvido nas conversas com investidores privados para o IPO.
- Bank of America, Goldman Sachs, JPMorgan Chase, Morgan Stanley: Bancos que lideraram o IPO da SpaceX.
- Apple e Google: Empresas que operam lojas de aplicativos onde o Grok pode ser distribuído.
- Pete Hegseth: Secretário de Defesa dos EUA, que nomeou Musk copresidente do Projeto Meridian.
- Palmer Luckey: Cofundador da Anduril Industries e copresidente do Projeto Meridian ao lado de Musk.
- Newt Gingrich: Ex-presidente republicano da Câmara dos Representantes e terceiro copresidente do Projeto Meridian.
- Departamento de Eficiência Governamental (DOGE): Programa governamental dos EUA comandado por Elon Musk na gestão Trump, que visava cortar gastos.
- Public Employees for Environmental Responsibility (Peer): Organização que levantou os gastos do programa DOGE.
- OpenAI / Microsoft: Empresas processadas por Elon Musk em janeiro de 2026.
- America PAC: Super PAC ligado a Elon Musk, veículo de seus gastos em campanhas republicanas nos EUA.
- Maga Inc: Super PAC ligado a Donald Trump, com US$ 294 milhões em caixa em janeiro de 2026.
- Ken Paxton: Procurador-geral do Texas e candidato republicano ao Senado, maior beneficiário dos primeiros gastos da America PAC em 2026; disputa a vaga com o democrata James Talarico.
- Mike Johnson: Presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, com quem Musk se reuniu dias antes da divulgação dos gastos.
- Gwynne Shotwell: Presidente da SpaceX, presente ao lado de Musk no All-In Summit de setembro de 2026, sem confirmar plano de fusão com a Tesla.
- Mark Pittman: Juiz federal do Texas responsável pela ação antitruste das empresas de Musk contra Apple e OpenAI.
- Rupert Lowe: Ex-deputado do Reform UK e líder do Restore Britain, partido anti-imigração endossado por Musk em fevereiro de 2026.
- Lisa Nandy: Secretária de Cultura do Reino Unido, crítica do X e responsável pelo anúncio de endurecimento da lei britânica contra doxxing.
- Demis Hassabis: Presidente-executivo do Google DeepMind e autor da proposta de um órgão de padrões de IA nos moldes da Finra, que não avançou na Casa Branca.
- Jensen Huang: Presidente-executivo da Nvidia, que, como Musk e Zuckerberg, levou a Trump objeções ao órgão regulador de IA.
- Government Accountability Office (GAO): Órgão de auditoria independente ligado ao Congresso dos EUA, autor do relatório de setembro de 2026 sobre o custo das licenças remuneradas durante os cortes do DOGE.
- Patty Murray: Senadora democrata, vice-presidente do Comitê de Apropriações do Senado, crítica do custo dos cortes no funcionalismo.
- Saudi Aramco: Detentora da maior IPO até 2026, superada pela SpaceX.
- Maye Musk / Errol Musk: Mãe e pai de Elon; Errol é figura central na disputa sobre a origem da fortuna familiar.
- Grimes, Justine Wilson, Shivon Zilis, Ashley St. Clair: Mães dos filhos de Elon Musk.
Termos importantes
- Trilionário: Pessoa com patrimônio acima de US$ 1 trilhão. Musk foi o primeiro a alcançar o patamar, em junho de 2026.
- Grok: Modelo de inteligência artificial desenvolvido pela xAI.
- xAI: Empresa de inteligência artificial fundada por Elon Musk, agora parte da SpaceX.
- X: Plataforma de mídia social, anteriormente conhecida como Twitter, de propriedade de Elon Musk.
- SpaceX: Empresa de transporte espacial e fabricação de foguetes de Elon Musk, que realizou a maior IPO da história e adquiriu a xAI.
- Tesla: Montadora de veículos elétricos e empresa de energia de Elon Musk.
- Neuralink: Empresa de interfaces cérebro-máquina de Elon Musk.
- The Boring Company: Empresa de túneis de transporte de Elon Musk.
- IPO (Oferta Pública Inicial): Processo pelo qual uma empresa privada oferece suas ações ao público pela primeira vez. A IPO da SpaceX, em junho de 2026, foi a maior da história, com arrecadação de cerca de US$ 75 bilhões e avaliação próxima de US$ 1,8 trilhão.
- Estrutura de ações de dupla classe: Estrutura de capital que concede a acionistas selecionados (geralmente fundadores) ações com poder de voto extra, permitindo-lhes manter o controle da empresa mesmo com participação minoritária. A SpaceX adotou essa estrutura em seu IPO.
- DOGE (Departamento de Eficiência Governamental): Programa governamental dos EUA comandado por Elon Musk na gestão Trump.
- Super PAC: Comitê de ação política dos EUA que pode arrecadar e gastar valores ilimitados em campanhas, desde que não coordene os gastos diretamente com o candidato. A America PAC, de Musk, é um deles.
- FEC (Comissão Eleitoral Federal): Órgão que fiscaliza o financiamento de campanhas nos EUA e a quem os comitês declaram seus gastos.
- Starlink: Serviço de internet via satélite da SpaceX, cujo sucesso contribuiu para a decisão de abrir o capital da empresa.
- Terafab: Projeto conjunto de Tesla e SpaceX para fabricação de semicondutores no Texas, citado por Musk como exemplo da integração entre as duas empresas. Em outubro de 2026, a TSMC passou a avaliar o projeto como cliente-âncora de uma fábrica no Texas.
- Test harness: Conjunto padronizado de testes automatizados aplicado a um modelo de IA para medir seu comportamento; Musk propôs que laboratórios rivais o rodem nos modelos uns dos outros.
- Forbes 400: Ranking anual da revista Forbes com os 400 americanos mais ricos; na edição de 15 de setembro de 2026, Musk lidera com US$ 908 bilhões.
- Cashtag: Código de ativo precedido de cifrão usado na X, como $TSLA; desde setembro de 2026 dá acesso, nos EUA, à negociação por corretoras parceiras.
- Finra (Financial Industry Regulatory Authority): Entidade autorregulada, financiada pelo setor financeiro, que fiscaliza corretoras nos EUA sob supervisão da SEC; serviu de modelo à proposta de um órgão de padrões para IA.
- Licença administrativa remunerada: Ausência justificada do servidor federal americano sem perda de salário nem desconto de férias; seu uso disparou durante os cortes do DOGE.
- Programa de demissão diferida: Oferta do governo Trump para que servidores federais deixassem o cargo continuando a receber por um período; responde por US$ 6,7 bilhões do custo com licenças remuneradas em 2025.
- Doxxing: Divulgação na internet de dados pessoais de alguém — nome, foto, endereço — com o objetivo de expor ou intimidar. O Reino Unido estuda criminalizar a prática.
- Saudi Aramco: Empresa que detinha o recorde da maior IPO, superada pela SpaceX.
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Posts no X
Richard Socher raised $670 million to build recursively self-improving AI. On Sep. 28 Congressman Ro Khanna introduced a bill to ban exactly that, with criminal penalties. At the same time, the Pentagon launched Project Meridian: co-led by Elon and Palmer Luckey to reshape the future of warfare around it. While Sonnet 5.5 jumped from 10% to 70% on Terminal Bench in a single release. -- Google launched TPUs into orbit on SpaceX for Project Suncatcher. -- Brain IT reconstructs what a person sees from inside an fMRI with near-photographic fidelity. Neuralink announced first scaling laws for foundation models trained on electrode data. -- Mosquitoes kill 500K people a year. The President signed an executive order directing gene drives to cut DC populations 90% by 2028. -- Recursive: $670M raised + $410M in AWS compute. Richard says ASI is decades away. Alex disagreed.
Abrir no X💯😂
ALX (x/acc) 🎃🇺🇸@alx·In order to stop Elon Musk from rigging our elections we must: -Switch to paper ballots -Enact Voter ID -Mandate citizenship verification x.com/westernlensman…
Propagating super intelligence to the stars is a great success condition for a biological bootloader
ALX (x/acc) 🎃🇺🇸@alx·Elon was calling it SI in 2014 x.com/elonmusk/statu…
.@colossusjeremy says Mark Zuckerberg’s obsession with the Roman Empire goes back to when he was 15 years old, and traces of it are still everywhere at Meta: “He has this long-standing interest in the Romans and in Augustus in particular. Augustus was the first emperor of Rome and turned it from a republic into an empire.” “He used to end meetings by shouting, ‘Domination,’ and Sean Parker, the early president of Facebook, told him he had to stop doing it because it could be cited one day in an antitrust suit.” “Courses he took in Latin in high school, where they had to read and memorize verses from Virgil's Aeneid, he still remembers now at the age of 42 and can recite them.” “Just recently at their keynote, he brought out his personal Muse agent, and refers to it as Agrippa. Agrippa was one of the two key early lieutenants for Augustus.” “I remember at some point Elon compared himself to Napoleon. I think a lot of these world-straddling figures at that level, they do think in these historical parallels.”
David Senra@davidsenra·Jeremy Stern (@colossusjeremy) writes the world’s best profiles on the elite entrepreneurs and investors of our time. In this episode, we talk about what he’s learned from spending time with Mark Zuckerberg, Palmer Luckey, Josh Kushner, Neil Mehta, Scott Wu, and more. 0:00 Jeremy’s Zuckerberg profile 6:39 Why Zuckerberg identifies with Augustus 13:03 The competitive drive people still underestimate 18:49 Why Zuckerberg won’t walk away 21:11 How Palmer Luckey became Jeremy’s first profile 35:05 Bringing literary ambition to business writing 39:20 Why Scott Wu stood out among AI founders 48:29 Josh Kushner’s family history and the American dream 56:36 Asking Rick Rubin: What if I lose the magic? 1:01:44 The mentor who taught Jeremy to use his gifts Includes paid partnerships.
“The thing that ties Mark Zuckerberg and Elon Musk together is that it’s unimaginable that they would just step back and spend the rest of their life on a yacht. They're just going to die as CEO.” “Zuckerberg as a figure is ideologically coherent and unconfused in a way that a lot of the major AI figures are not.” “I think Zuckerberg is probably the most competitive person in the world at the thing that he does.”
David Senra@davidsenra·Jeremy Stern (@colossusjeremy) writes the world’s best profiles on the elite entrepreneurs and investors of our time. In this episode, we talk about what he’s learned from spending time with Mark Zuckerberg, Palmer Luckey, Josh Kushner, Neil Mehta, Scott Wu, and more. 0:00 Jeremy’s Zuckerberg profile 6:39 Why Zuckerberg identifies with Augustus 13:03 The competitive drive people still underestimate 18:49 Why Zuckerberg won’t walk away 21:11 How Palmer Luckey became Jeremy’s first profile 35:05 Bringing literary ambition to business writing 39:20 Why Scott Wu stood out among AI founders 48:29 Josh Kushner’s family history and the American dream 56:36 Asking Rick Rubin: What if I lose the magic? 1:01:44 The mentor who taught Jeremy to use his gifts Includes paid partnerships.
Exactly
Rothmus 🏴@Rothmus·A humanoid is a capital good on a scale that changes the constraint. It lengthens production and raises what labor and land can turn out, which is the abundance Elon is pointing at. A person supplies about 2,000 hours a year. A robot on a 168 hour week supplies about 8,700. His floor of 1 billion within 10 years, priced in the low 10,000s, equals about 4 billion full time equivalents against a world labor force of 3.5 billion. The 10 billion at 15 years is an order of magnitude past that. Robots building robots still require saving, because energy, materials, and machines have to be bid into that line. Expected abundance holds for ordinary wants which is what matters for people as consumers. Housing, food, care, and routine medicine get repriced toward energy and materials until a household’s budget stops being what limits them. An owner running 100s or 1,000s of agents earns the return on that capital stock, which is also how universal high income shows up as purchasing power. Money prices remain the way to allocate whatever is still scarce, that is energy, locations, raw materials. At least in the short term. Energy is the binding input, and settling more than one planet adds land, minerals, and generation beyond a single world. TLDR: (1) More energy. (2) Multiplanetary doesn’t hurt.
Actual amount that SpaceX saved taxpayers is even higher now
Larry Goldberg@TeslaLarry·The Washington Post famously claimed Elon Musk's companies received $38B from US governments. The truth? Elon Musk's company, SpaceX, SAVED the US Government (and taxpayers) an estimated $14B. I've covered that in detail in the upcoming article, but here's the graphic:
girl been there
Big Tech Alert@BigTechAlert·🚫 @elonmusk is no longer following @shivon Still followed by: @miramurati, @karpathy, @kimbal, @turkeybeaver, @drfeifei & 52 more $TSLA $SPCX (🤖🧩: am i missing something?)
In venture capital, there are exits, and then there are Exits. 2026 needed its own y-axis. More charts in State of Markets II: a16z.news/p/state-of-mar…
David George@DavidGeorge83·Introducing our State of Markets pt 2, along with a companion podcast where we unpack the data and discuss what comes next. Tech is the everything cycle. Supply: putting the buildout in context, just passed railroads as % of GDP. The wisdom of Elon is real: the factory (or the datacenter!) is the product. Demand: diffusion is so, so early. Median AI vendor spending in the top 1% of companies is 8x that of the top 10%. Only about 30% of S&P 500 companies report a quantified AI impact, which means there’s a substantial opportunity in connecting models to a company's data and workflows. Diffusion into companies is one of the main themes of the next 5 years. We’re entering the agent work period. Only a few million users today, but applicable to billions of internet users with massive surplus created. META/GOOG monetize US users at $200+ per year today. Agent opportunity is much higher. Mega-trends the next 5 years: Consumer agents, Robotics, Autonomy, AI x bio, Personal health, Diffusion into enterprise, New era of American Dynamism. Much more in our SoM report here - t.co/K4vOy4x3J6 @a16z @sarahdingwang @aleximm @santiago__rdz
Where does money invested into the AI buildout actually go? For every $100 flowing into the supply chain: - $50 to chips - $20 to power - $15 to networking - $15 to cooling, buildings, and land More charts in State of Markets II: a16z.news/p/state-of-mar…
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Posts dos perfis que monitoramos em /perfis que citam o tema, como publicados.
Vídeos
1:08:11How Mark Zuckerberg, Palmer Luckey, Josh Kushner & Scott Wu Think | Jeremy Stern
David Senra · 04/10/2026
59:57Cathie Wood on Tesla-SpaceX Merger, $1M Bitcoin, More AIs Than Humans | EP #296 | Moonshots Live
Peter H. Diamandis · 29/09/2026
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