Ucrânia enfrenta restrições no Starlink em meio a tensões com governo Trump
Soldados ucranianos relatam falhas em missões após restrições de velocidade no sistema Starlink, em meio a pressões dos EUA contra ataques a refinarias russas.
Pontos principais
- Terminais Starlink na Ucrânia sofreram restrições de velocidade na noite de terça-feira.
- A limitação de 160 km/h prejudicou a navegação de drones e a interceptação de ataques russos.
- Elon Musk afirmou que o serviço Starshield é controlado pelo governo dos EUA.
- Autoridades ucranianas suspeitam de retaliação política devido a divergências sobre o setor petrolífero russo.
- O presidente Volodymyr Zelenskyy declarou sentir-se traído por Donald Trump diante das novas limitações.
- A SpaceX reiterou que o Starlink é um serviço comercial voltado para atividades defensivas.
- O governo dos EUA negou envolvimento direto nas restrições, classificando o caso como falha técnica.
Forças militares da Ucrânia relataram restrições repentinas no acesso aos terminais Starlink, operados pela SpaceX, que comprometeram operações de combate e a interceptação de drones russos. A limitação de velocidade imposta ao sistema, fixada em 160 km/h, impediu o funcionamento adequado de dispositivos conectados, resultando na falha de diversas missões estratégicas no campo de batalha. O sistema é considerado a espinha dorsal das comunicações militares ucranianas, integrando unidades terrestres, navais e aéreas em tempo real.
A medida ocorre em um momento de alta tensão diplomática entre Kyiv e o governo de Donald Trump, que tem pressionado a Ucrânia a interromper ataques de longo alcance contra a indústria petrolífera da Rússia. Enquanto autoridades ucranianas sugerem que as restrições podem ser uma retaliação política, Elon Musk declarou que o uso do serviço Starshield é controlado pelos militares americanos e pela administração presidencial. O presidente Volodymyr Zelenskyy manifestou publicamente seu descontentamento, afirmando sentir-se traído pelas recentes decisões da Casa Branca.
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