Ucrânia retoma ataques a refinarias russas após fim de trégua
O governo ucraniano reiniciou ofensivas contra infraestrutura energética russa, desafiando pressões de Donald Trump por um cessar-fogo no setor.
Pontos principais
- Ucrânia voltou a atacar refinarias de petróleo na Rússia, incluindo uma unidade em Riazan.
- Volodimir Zelenski declarou o fim de uma breve trégua solicitada anteriormente pelo governo dos EUA.
- O presidente ucraniano acusou Washington de restringir o acesso à rede Starlink e o compartilhamento de inteligência.
- Elon Musk afirmou que o controle sobre o uso militar da Starlink cabe ao Exército dos EUA e ao presidente Donald Trump.
- A Rússia respondeu com ataques massivos de drones contra 15 regiões ucranianas, resultando em mortes e danos a infraestruturas.
- O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, prometeu acelerar o envio de mísseis para apoiar a defesa ucraniana.
- A retomada dos ataques ocorre em meio a um confronto diplomático com Donald Trump sobre restrições na assistência de inteligência.
O governo da Ucrânia anunciou a retomada dos ataques com drones contra refinarias de petróleo em território russo, encerrando um período de trégua que havia sido solicitado pelo presidente Donald Trump. A decisão, confirmada por fontes da Casa Branca, ocorre em um momento de crescente atrito diplomático entre Kiev e Washington, com o presidente Volodimir Zelenski acusando a administração americana de utilizar restrições no sistema de satélites Starlink e a suspensão de inteligência estratégica como ferramentas de pressão política para conter as ofensivas ucranianas.
Elon Musk, proprietário da SpaceX, declarou que as limitações impostas aos serviços Starlink e Starshield seguem diretrizes do governo dos Estados Unidos e da presidência de Donald Trump, além de sugerir que seria o momento de uma mudança na liderança ucraniana. Enquanto a Ucrânia justifica a retomada dos ataques como uma resposta necessária aos constantes bombardeios russos contra sua própria infraestrutura energética, o governo americano mantém preocupações sobre o impacto dessas ações nos preços globais de energia e na estabilidade do mercado de combustíveis.
Em resposta à ofensiva ucraniana, a Rússia intensificou suas operações militares com ataques massivos de drones contra 15 regiões da Ucrânia, causando danos severos a infraestruturas civis e resultando em mortes. Diante da escalada, o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, prometeu acelerar o envio de mísseis para reforçar a defesa ucraniana, enquanto Zelenski mantém sua postura crítica em relação à política americana de suspensão de sanções sobre o petróleo russo. O cenário de instabilidade geopolítica tem gerado reflexos nos mercados financeiros globais, com investidores migrando para a segurança de títulos de renda fixa diante das incertezas sobre o conflito.
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