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AIE pede mais liberações de diesel após novos ataques na Arábia Saudita

Fatih Birol, da AIE, pediu a aceleração de liberações de diesel e avaliações de oferta adicional antes da reunião de 15 de outubro, alertando para alta nos preços até 2027.

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Foto: Times Brasil
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14/10 às 08:15, atualizado 10:15

Pontos principais

  • Fatih Birol escreveu aos governos-membros da AIE em 11 de outubro de 2026, antes da reunião do Conselho de Governadores marcada para 15 de outubro.
  • A Ação Coletiva de março de 2026 segue em curso: os membros que ainda não entregaram todo o volume prometido são convidados a acelerar as liberações, com prioridade para o diesel.
  • Todos os membros, inclusive os que já cumpriram a meta, são convidados a avaliar se são necessárias liberações adicionais de diesel.
  • A carta pede que cada membro informe escala, prazo e caráter suplementar de eventuais liberações adicionais; não fixa volumes nem datas.
  • Birol cita ataques renovados contra infraestrutura civil e energética da Arábia Saudita, incluindo os ataques ao aeroporto internacional de Riad.
  • A Agência Internacional de Energia alertou que a escassez de combustível deve persistir até meados de 2027, pressionando os preços globais do diesel.

Em carta aos governos-membros, o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol, afirmou que as condições atuais do mercado global de diesel merecem atenção imediata. Ele ressaltou que a Ação Coletiva de março de 2026 segue em curso e que a escassez de combustível deve persistir até meados de 2027, o que deve resultar em uma nova alta nos preços globais do insumo.

A primeira sugestão de Birol é que os membros que ainda não entregaram todo o volume prometido em março acelerem as liberações, priorizando o diesel. A segunda é que todos os membros, inclusive os que já cumpriram a meta, avaliem se são necessárias liberações adicionais e informem escala, prazo e caráter suplementar. Alguns países já liberaram volumes acima do que haviam prometido inicialmente.

A carta cita ataques renovados contra infraestrutura civil e energética da Arábia Saudita, incluindo os ataques ao aeroporto internacional de Riad, como fatores que agravam a instabilidade. Birol vê na reunião do Conselho de Governadores, em 15 de outubro, uma oportunidade fundamental para avaliar esses esforços e coordenar uma resposta eficaz à crise de oferta.

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