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Preços do petróleo recuam após máxima, mas acumulam alta semanal

Após atingirem patamares superiores a US$ 100, o petróleo Brent e o WTI registraram queda nesta sexta-feira, pressionados por alertas da AIE sobre a demanda.

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Foto: Times Brasil
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11/09 às 09:15, atualizado 19:02

Pontos principais

  • O petróleo Brent recuou 3,58% para US$ 103,78, enquanto o WTI caiu 2,17% para US$ 99,23.
  • Apesar da baixa diária, ambos os contratos acumularam alta semanal superior a 8%.
  • A Agência Internacional de Energia (AIE) projetou a maior contração na demanda global desde a pandemia.
  • A oferta saudita atingiu o nível mais baixo em três décadas, caindo para 6 milhões de barris por dia.
  • Tensões geopolíticas persistem com ataques a instalações energéticas e ameaças a rotas marítimas no Mar Vermelho.
  • O sistema global de refino opera no limite, elevando preocupações sobre a escassez de diesel e gasolina.

Os preços do petróleo registraram um recuo nesta sexta-feira, interrompendo uma sequência de altas expressivas que levaram o barril a superar a marca de US$ 100. O movimento de correção foi impulsionado por um relatório da Agência Internacional de Energia (AIE), que revisou para baixo as projeções de demanda global e alertou para a fragilidade do sistema de refino mundial, que atualmente opera no limite de sua capacidade.

Apesar da queda pontual no dia, o mercado encerra a semana com um saldo positivo superior a 8%, refletindo a persistência das tensões geopolíticas no Oriente Médio. A instabilidade na região, agravada por ataques a instalações energéticas na Arábia Saudita e o avanço de grupos houthis em rotas marítimas estratégicas como o Estreito de Bab al-Mandeb, mantém os investidores em alerta quanto à segurança do fornecimento global.

A oferta de petróleo enfrenta desafios estruturais significativos, com a produção da Arábia Saudita atingindo seu menor nível em mais de 30 anos, totalizando 6 milhões de barris por dia. Diante desse cenário, analistas observam que a infraestrutura energética regional permanece vulnerável a ataques, o que pode sustentar a volatilidade dos preços no curto prazo, mesmo com as recentes revisões nas estimativas de consumo global.

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