As eleições de meio de mandato nos EUA, realizadas na metade do mandato presidencial, definem a composição do Congresso e cargos estaduais, frequentemente resultando em ganhos para o partido de oposição e servindo como referendo sobre a administração atual. Em 2026, os democratas visavam conquistar a maioria no Congresso, impulsionados pela insatisfação com o presidente Trump e focando na acessibilidade financeira, enquanto os republicanos defendiam suas políticas econômicas e contavam com um mapa eleitoral favorável no Senado. O resultado dessas eleições é crucial para a agenda legislativa e o equilíbrio de poder político.
As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos são realizadas aproximadamente na metade do mandato presidencial de quatro anos. Elas determinam a composição do Congresso (Câmara dos Representantes e um terço do Senado), além de governos estaduais e outras posições locais. Historicamente, essas eleições frequentemente resultam em ganhos para o partido de oposição ao presidente em exercício, servindo como um referendo sobre a administração atual. O resultado dessas eleições pode diluir o poder do presidente, influenciar a agenda legislativa e, em alguns casos, levar a investigações ou processos de impeachment.
No início de 2026, o cenário político para as eleições de meio de mandato nos EUA mostrava os democratas com uma vantagem percebida, impulsionados por pesquisas favoráveis e uma insatisfação eleitoral com o segundo mandato do presidente Donald Trump. A história eleitoral americana também aponta para um padrão de vitórias da oposição nessas eleições. A expectativa democrata era de que esse ímpeto pudesse resultar na conquista da maioria em pelo menos uma das casas do Congresso, o que limitaria o poder de Trump e poderia intensificar investigações sobre seu governo, chegando até a possibilidade de um impeachment.
A editora-chefe do Cook Political Report, Amy Walter, destacou os desafios para os republicanos, citando a taxa de aprovação de Trump, a frustração com a economia e o entusiasmo democrata. Uma pesquisa do New York Times e da Universidade de Siena revelou que a maioria dos eleitores desaprovava a gestão de Trump, com menos de um terço acreditando que o país estava melhor. Os democratas planejavam focar na acessibilidade financeira, criticando a oposição republicana à prorrogação de subsídios de saúde do Obamacare e aos cortes no Medicaid, além das tarifas de Trump. O presidente Trump, por sua vez, também apresentou uma agenda de acessibilidade financeira, propondo políticas como a proibição de investidores institucionais na compra de imóveis para aluguel e um teto para taxas de juros de cartões de crédito. Os republicanos esperavam um impulso com reembolsos fiscais maiores devido ao projeto de lei tributária e de gastos de Trump, promulgado no ano anterior.
Contudo, a confiança do consumidor nos EUA subiu em janeiro de 2026, indicando um otimismo crescente em relação à economia. Apesar disso, a percepção econômica dos eleitores permanecia pessimista, com a desaprovação de Trump ligada aos custos diários e à sua retórica anterior sobre a acessibilidade. O Partido Republicano provavelmente manteria o controle do Senado devido a um mapa eleitoral favorável e um robusto caixa de campanha, mas a eficácia dessa vantagem financeira em distritos indecisos era incerta.