Registros ligam dono do Banco Master e lobista ao Palácio do Planalto
Documentos mostram encontros de Daniel Vorcaro e lobista no Planalto em 2024 durante articulações para captar recursos de fundos de pensão estatais.
Pontos principais
- Daniel Vorcaro e o lobista Júlio Cezar registraram entradas conjuntas no Planalto em março e abril de 2024.
- O banqueiro buscava captar R$ 10 bilhões de fundos como Postalis e Petros.
- Vorcaro alegou em proposta de delação ter pago R$ 500 mil a Júlio Cezar e discutido propina com Alexandre Padilha e Olavo Noleto.
- A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República rejeitaram a proposta de delação premiada do empresário.
- Alexandre Padilha e Olavo Noleto negaram qualquer envolvimento em irregularidades.
Registros oficiais de acesso ao Palácio do Planalto confirmam que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o lobista Júlio Cezar estiveram na sede da Presidência em datas próximas durante o ano de 2024. As visitas ocorreram em um período em que o banqueiro articulava a captação de até R$ 10 bilhões junto a fundos de pensão de estatais, como o Postalis e a Petros. Mensagens e documentos encontrados no celular de Vorcaro sugerem que o plano envolvia o pagamento de comissões a intermediários para viabilizar os aportes.
Em uma proposta de delação premiada, posteriormente rejeitada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República, Vorcaro afirmou ter pago R$ 500 mil ao lobista e relatou supostas discussões sobre propina com o ministro Alexandre Padilha e o assessor Olavo Noleto. Ambos os integrantes do governo negaram veementemente qualquer participação em atos ilícitos ou irregularidades relacionadas ao caso.
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