Dono do Banco Master é acusado de articular propina para captar recursos
Mensagens indicam que Daniel Vorcaro buscou apoio de aliados de Alexandre Padilha para captar R$ 10 bilhões de fundos de pensão mediante propina.
Pontos principais
- Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria articulado com interlocutores do ministro Alexandre Padilha para captar R$ 10 bilhões de fundos de pensão.
- O esquema envolveria o pagamento de uma propina de 10% sobre os valores captados pelas instituições.
- O Banco Master foi habilitado pelo Ministério da Previdência Social para receber recursos de fundos de pensão em abril de 2024.
- O ministro Alexandre Padilha negou qualquer irregularidade e classificou as denúncias como uma farsa com objetivos eleitorais.
Registros de mensagens e telefonemas apontam que o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, teria buscado apoio de interlocutores do ministro Alexandre Padilha para captar até R$ 10 bilhões de fundos de pensão estatais. Segundo as informações, o esquema envolveria o pagamento de propina equivalente a 10% do montante captado. As tratativas teriam incluído reuniões no Palácio do Planalto em 2024, contando com a participação de nomes próximos ao ministro, como Olavo Noleto e o consultor Júlio Cezar.
Em abril de 2024, o Banco Master foi incluído na lista de instituições autorizadas pelo Ministério da Previdência Social, permitindo o recebimento de aportes de fundos de pensão. Relatos indicam que, no mesmo dia da habilitação, o consultor Júlio Cezar teria cobrado R$ 500 mil de Vorcaro. Em nota, o ministro Alexandre Padilha negou qualquer envolvimento em irregularidades e afirmou que as acusações fazem parte de uma estratégia para interferir no cenário político.
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