Mensagens sugerem tentativa de banqueiro de influenciar investigações
Investigação da PF aponta que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria buscado apoio de autoridades para frear apurações sobre sua instituição.
Pontos principais
- Imagens mostram Daniel Vorcaro em eventos com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o PGR, Paulo Gonet.
- Mensagens extraídas do celular de Vorcaro indicam pedidos de intervenção ao ministro Alexandre de Moraes.
- O Banco Master pagou R$ 6,1 milhões a escritório de advocacia ligado a familiares de Ricardo Lewandowski.
- O conteúdo das mensagens foi confrontado com o banqueiro durante interrogatório da Polícia Federal em agosto de 2026.
Registros obtidos pela Polícia Federal revelam uma rede de contatos entre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e figuras centrais do Judiciário e do governo. Imagens de eventos patrocinados pela instituição, como o Fórum Jurídico em Londres, mostram o banqueiro ao lado de autoridades como o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. A proximidade levanta questionamentos sobre a influência do setor financeiro em instâncias de controle.
Durante interrogatório realizado em agosto de 2026, investigadores confrontaram Vorcaro com mensagens que sugerem tentativas de solicitar ao ministro Alexandre de Moraes uma intervenção junto à PF e à PGR para interromper apurações contra o banco. Além disso, documentos indicam que o escritório de advocacia de familiares do ministro Ricardo Lewandowski recebeu R$ 6,1 milhões da instituição. O caso segue sob análise das autoridades competentes para verificar possíveis irregularidades nas relações citadas.
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