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Fachin discute com PF fluxo de citações a ministros no caso Banco Master

O presidente do STF, Edson Fachin, reuniu-se com a PF para definir o tratamento de relatórios que mencionam ministros em investigações sobre o Banco Master.

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Foto: Folha de São Paulo - Política
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13/10 às 07:15, atualizado 17:15

Pontos principais

  • O presidente do STF, Edson Fachin, recebeu o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, para tratar de citações a ministros em investigações.
  • O encontro focou em relatórios do caso Banco Master, que incluem mensagens extraídas de celulares de investigados como Daniel Vorcaro.
  • Fachin determinou que qualquer material relacionado a membros do tribunal seja encaminhado diretamente à presidência da Corte.
  • Mensagens apreendidas citam a presença de um ministro em festa no triplex de Vorcaro e uma cobrança de R$ 10 mil vinculada ao nome 'Kassio'.
  • O ministro Kassio Nunes Marques negou qualquer contato com Vorcaro ou autorização para que terceiros falassem em seu nome.
  • A PF busca diretrizes institucionais para o manuseio de dados envolvendo autoridades com foro privilegiado.
  • O objetivo é garantir a análise técnica dos elementos coletados pelas instâncias competentes sem omissões ou irregularidades.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, reuniu-se nesta terça-feira com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para discutir o andamento das investigações relacionadas ao caso Banco Master. O encontro foi pautado pela necessidade de definir o fluxo de informações sobre menções a ministros da Corte encontradas no material apreendido durante a operação, que apura supostas irregularidades em negócios envolvendo o banco e agentes públicos.

A reunião atende a uma determinação de Fachin, que exigiu que qualquer dado relacionado a integrantes do tribunal fosse submetido à presidência do STF. A medida visa assegurar que as citações sejam analisadas pelas instâncias competentes de forma transparente, evitando tanto a omissão de fatos relevantes quanto a produção de documentos sem o devido respaldo jurídico. As referências aos magistrados surgiram a partir de mensagens trocadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro e seus operadores, cujo sigilo foi parcialmente levantado pelo ministro André Mendonça em setembro.

Recentemente, novos detalhes das mensagens apreendidas vieram a público, incluindo relatos sobre uma festa no triplex de Vorcaro em fevereiro de 2025, onde um funcionário mencionou a presença de um ministro. Outro trecho do material cita uma cobrança de R$ 10 mil vinculada ao nome 'Kassio', o que levou investigadores a apurarem se a referência diz respeito ao ministro Kassio Nunes Marques. Em nota, o magistrado negou ter trocado mensagens com o ex-banqueiro, feito pedidos ou autorizado terceiros a falar em seu nome.

Além de ministros do STF, os relatórios contêm menções a integrantes do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Diante da complexidade do caso, a Polícia Federal buscou orientações sobre como proceder ao encontrar nomes de autoridades com foro privilegiado em suas apurações. A expectativa é que, após o alinhamento institucional, os elementos coletados sejam encaminhados à Procuradoria-Geral da República para uma análise técnica aprofundada.

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