Estudantes franceses convocam novo dia de protestos por melhorias
Onze organizações, entre elas a LDH e a Union Étudiante, convocam para esta terça-feira um ato em toda a França e denunciam o uso desproporcional de armas potencialmente letais pelas forças de ordem.
Pontos principais
- Concentração em Paris às 14h, na Place d'Italie, um dia após o 'Acte IV' do movimento.
- As entidades afirmam que a polícia entrou no campus de Besançon sem autorização, e que fechamentos administrativos e aulas à distância parecem ter sido improvisados, sem justificativa legal.
- As entidades denunciam o uso desproporcional de 'armas potencialmente letais' pelas forças de ordem, com aumento de feridos graves, incluindo mutilações.
- Segundo as entidades, o Comitê contra a Tortura da ONU alertou, em abril de 2025, para o uso excessivo da força pela polícia francesa.
- A Union Étudiante pede o fim da seleção pelo Parcoursup e pelo Mon Master, com as plataformas nacionais mantidas sem critério de seleção, e 250 mil vagas no ensino superior a partir do próximo ano letivo.
- A Union Étudiante pede, em cada estabelecimento, pelo menos um enfermeiro, um psicólogo e um orientador para cada 500 alunos, além de 800 postos adicionais.
- A Union Étudiante pede aumento de 200 euros mensais nas bolsas, pagos em doze meses, e acesso às bolsas para 300 mil estudantes a mais.
- A Union Étudiante pede a punição de policiais que cometerem violência e que as faltas por causa da mobilização não sejam punidas.
- O governo anunciou a contratação de 3.000 professores substitutos, medida que sindicatos consideram insuficiente.
- Uma consulta pública sobre educação recebeu mais de 76 mil submissões, com queixas sobre infraestrutura e horários.
- O primeiro-ministro Lecornu sinalizou a intenção de incluir propostas da consulta no orçamento de 2027.
A convocação para terça-feira, 13 de outubro, parte de onze organizações, entre elas a Fage, a Unef, a Union Étudiante e a LDH, além de sindicatos de docentes e de pessoal técnico. Elas dizem apoiar o movimento estudantil e secundarista que se mobiliza pela qualidade do serviço público na França, e afirmam que a manifestação pacífica é garantida pela Constituição francesa e por tratados internacionais.
As entidades não apresentam números de feridos graves nem de fechamentos administrativos, e não identificam as unidades policiais envolvidas. A Union Étudiante afirma que a resposta do governo foi a repressão, com milhares de jovens e menores presos, mas não cita fonte para esse número. Suas dez medidas são apresentadas como urgentes, para aplicação imediata, mas o texto não estima custo nem indica fonte de financiamento.
Fontes primárias
Liberté académique et libertés universitaires: nos organisações alertent et appellent à la mobilisation le 13 octobre 2026
Comunicado conjunto de 11 organizações (Alia, Caalap, CGT Ferc Sup, Fage, LDH, Oala, SNESUP-FSU, SNPTES-UNSA, Sud Éducation, Union Étudiante e Unef), datado de Paris, 13/10/2026, com apelo à mobilização do mesmo dia em toda a França e concentração em Paris às 14h, na Place d'Italie. Denuncia atos de intimidação e degradação de locais, entrada da polícia no campus de Besançon sem autorização, fechamentos administrativos e ensino à distância improvisado nas universidades, e o uso 'desproporcional de armas potencialmente letais' pelas forças de ordem. Afirma apoio ao movimento estudantil e lycéen 'que se mobiliza pela qualidade do serviço público' e lembra que liberdade de expressão e de manifestação pacífica são garantidas pela Constituição francesa, pela DUDH e pela Convenção internacional dos direitos da criança.
10 mesures d'urgence pour la jeunesse
Dez medidas de emergência para o ensino superior e o secundário, em nome da Union Étudiante e da USL: plano de reforma de escolas e universidades; um enfermeiro, um psicólogo e um orientador a cada 500 alunos e 800 cargos docentes; almoço de no mínimo 1h30 e revisão do bac e da reforma do liceu; fim da seleção via Parcoursup e Mon Master, com 250 mil vagas no ensino superior; mais democracia estudantil; bolsas com aumento de 200 € mensais, por 12 meses, para 300 mil alunos a mais; refeição universitária a 1 €; fim das taxas diferenciadas 'Bienvenue en France' e da CVEC; congelamento de aluguel no CROUS e 15 mil novas vagas da rede a partir de 2027; e fim da repressão a estudantes e lycéens.
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