França fecha 500 escolas após onda de protestos estudantis violentos
O governo francês suspendeu aulas em até 500 escolas devido a protestos que já deixaram 78 feridos e resultaram em mais de 5.000 prisões.
Pontos principais
- Cerca de 500 escolas terão atividades suspensas total ou parcialmente nesta segunda-feira.
- Manifestantes protestam contra a falta de professores, superlotação e infraestrutura precária.
- Ao menos 24 unidades escolares foram alvos de incêndios ou saques durante os atos.
- Mais de 5.000 pessoas foram detidas, sendo que 85% dos presos são menores de idade.
- O governo francês aponta a infiltração de ativistas de extrema-esquerda no movimento.
O governo da França anunciou a suspensão das atividades em cerca de 500 escolas nesta segunda-feira, em resposta a uma crescente onda de protestos estudantis que tem tomado o país. As manifestações, iniciadas na semana passada, são motivadas por críticas à infraestrutura precária das instituições, à superlotação das salas de aula e à escassez de professores. O cenário de instabilidade já resultou em danos severos, com 24 escolas incendiadas ou saqueadas e 78 funcionários da educação feridos durante os confrontos.
Desde o início dos distúrbios, as autoridades registraram mais de 5.000 prisões, sendo que aproximadamente 85% dos detidos são menores de idade. O ministro da Educação, Édouard Geffray, condenou a violência e afirmou que ativistas de extrema-esquerda teriam se infiltrado no movimento estudantil para incitar os atos. Enquanto o governo busca conter a escalada de tensão, a interrupção das aulas afeta centenas de unidades em todo o território francês.
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