Manifestações contra custo de vida e educação tomam ruas da França
Milhares de manifestantes protestam em toda a França contra a alta do custo de vida e a crise na educação, enquanto Paris tem estações de metrô fechadas e reforço policial.
Pontos principais
- Autoridades estimam entre 70 mil e 140 mil participantes nos protestos deste sábado.
- Os organizadores, em apelo assinado por Benjamin Ball, cofundador do movimento 26 de setembro, convocam cortejos comuns e declarados nas grandes cidades e ações em postos, refinarias e depósitos.
- Desde a eleição de Emmanuel Macron, em maio de 2017, o gasóleo subiu 86,6%, de € 1,210 para € 2,257 o litro, e o salário mínimo, 26,1%, segundo os organizadores.
- O orçamento de 2027, apresentado em 1º de outubro, congela benefícios sociais, APL e salários de servidores e retira € 5,5 bilhões dos aposentados, segundo os organizadores.
- Os organizadores dizem que o movimento começou num TikTok e que alunos de um liceu de Créteil bloquearam a escola em 21 de setembro.
- Os organizadores contam mais de 6 mil detenções, sobretudo de menores.
- Os organizadores dizem que um estudante de 16 anos perdeu um olho em Tours e um menino de 15 anos perdeu uma mão em Lens.
- Os organizadores contabilizam 450 mil pessoas nas ruas em 6 de outubro, dia de manifestação nacional de estudantes.
- Governo francês reforçou a segurança e fechou estações de metrô em Paris.
- Ministro do Interior alertou sobre o uso de granadas de efeito moral pela polícia.
- Representantes estudantis romperam diálogo com o Ministério da Educação.
Milhares de manifestantes ocupam cidades da França neste sábado, 17 de outubro, contra a alta do custo de vida e a deterioração das condições educacionais. Os organizadores retomam o símbolo dos gilets jaunes de 2018 e dizem que o movimento reúne também a Geração Z, agricultores, bombeiros, professores, profissionais de saúde e aposentados. Ele começou com bloqueios de escolas na periferia de Paris em setembro e chegou às universidades.
Em resposta, o ministro do Interior, Laurent Nuñez, confirmou o policiamento ostensivo, e o governo suspendeu o uso de modelos específicos de granadas após incidentes anteriores. Os organizadores denunciam o uso de balas de borracha, gás lacrimogêneo, cassetetes e prisões nos atos anteriores.
Enquanto o presidente Emmanuel Macron pede calma e respeito ao patrimônio, as lideranças estudantis querem agora um diálogo direto com o gabinete do primeiro-ministro.
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