A política francesa tem sido marcada pela ascensão da ultradireita, com Marine Le Pen consolidando-se como uma figura central nas últimas eleições presidenciais, chegando ao segundo turno em duas ocasiões. As eleições de 2027 ganham um contorno particular devido ao processo judicial envolvendo Le Pen, que teve início com acusações de uso indevido de recursos do Parlamento Europeu entre 2004 e 2016, período em que era eurodeputada. Em março de 2025, o Tribunal Criminal de Paris a condenou em primeira instância, impondo uma proibição de concorrer a eleições por cinco anos e uma pena de quatro anos de prisão (dois com tornozeleira eletrônica e dois com suspensão). O caso, que envolve um suposto desvio de mais de 4,4 milhões de euros para financiar funcionários do partido (então Frente Nacional), foi reaberto em um tribunal de apelações em Paris em janeiro de 2026. A decisão deste tribunal é crucial, pois pode confirmar a inelegibilidade de Le Pen ou permitir sua candidatura, influenciando diretamente o panorama eleitoral de 2027. O Reunião Nacional, partido de Le Pen, já tem um plano de contingência com Jordan Bardella como possível candidato, caso sua líder seja impedida de concorrer.