Economia da Argentina deve crescer 2,6% em 2027 com inflação em queda
Projeções indicam recuperação lenta da economia argentina em 2027, impondo desafios ao governo de Javier Milei antes das eleições nacionais.
Pontos principais
- Analistas preveem crescimento de 2,6% do PIB argentino para 2027.
- A inflação média esperada para o período é de 22,8%.
- O governo planeja emitir US$ 5 bilhões em dívida doméstica para financiar o programa de 2027.
- A economia do país teria entrado em recessão técnica no terceiro trimestre de 2026.
A economia da Argentina projeta uma trajetória de recuperação lenta para 2027, com uma estimativa de crescimento do PIB de 2,6%. O cenário, que sucede uma provável recessão técnica iniciada no terceiro trimestre de 2026, apresenta desafios significativos para a gestão do presidente Javier Milei às vésperas das eleições nacionais. Enquanto setores de manufatura e comércio em Buenos Aires ainda enfrentam fragilidade, regiões voltadas à exportação de commodities demonstram sinais de expansão econômica.
Para sustentar o programa de financiamento do próximo ano, o governo argentino planeja a emissão de US$ 5 bilhões em dívida doméstica. A expectativa é que a inflação mantenha uma tendência de desaceleração, atingindo uma média de 22,8% em 2027, ante os 32,1% projetados para o ano anterior. A estabilização desses indicadores macroeconômicos será determinante para o ambiente político e a confiança dos investidores no país.
