PIB da Argentina encolhe e coloca em xeque planos de Milei para 2027
A primeira contração do PIB argentino em dois anos e o aumento do desemprego pressionam a popularidade do presidente Javier Milei.
Pontos principais
- O PIB da Argentina recuou 0,6% no segundo trimestre de 2026.
- O governo reduziu a projeção de crescimento anual de 5% para 3%.
- Cerca de 246.300 vagas de emprego formal foram perdidas desde o início da gestão.
- A taxa de aprovação de Milei caiu para 38%, enquanto a desaprovação atingiu 58%.
A economia da Argentina registrou uma contração de 0,6% no segundo trimestre de 2026, marcando o primeiro recuo do PIB em dois anos. O cenário de estagnação forçou o governo a reduzir a previsão de crescimento para o ano de 5% para 3%, refletindo dificuldades em setores estratégicos como a indústria manufatureira, a construção civil e o varejo. Desde o início do mandato de Javier Milei, o país acumula a perda de aproximadamente 246.300 postos de trabalho no setor privado assalariado.
Embora a inflação anual tenha apresentado uma desaceleração para 34%, o aumento do desemprego e a queda na renda das famílias tornaram-se os principais focos de insatisfação popular. Atualmente, o presidente enfrenta uma desaprovação de 58% segundo dados da AtlasIntel, o que gera incertezas sobre sua viabilidade política para uma eventual reeleição em 2027. O governo agora busca estratégias para reverter a fragilidade econômica e recuperar o apoio do eleitorado diante da crescente pressão social.
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