Milei minimiza recessão na Argentina e projeta reeleição
O presidente Javier Milei descartou preocupações com a economia e reafirmou confiança em sua reeleição, mesmo diante de indicadores de queda na atividade.
Pontos principais
- Milei projeta crescimento de 3% para este ano, apesar da contração de 2,9% registrada em julho.
- O governo enviou projeto ao Congresso para extinguir as eleições primárias (PASO).
- Pesquisas indicam aprovação de 38%, com o desemprego superando a inflação como principal preocupação popular.
- Investidores internacionais mantêm interesse em títulos argentinos devido aos altos rendimentos, apesar da volatilidade política.
O presidente argentino Javier Milei minimizou os alertas sobre uma possível recessão no país e declarou estar tranquilo quanto às suas perspectivas de reeleição. Em suas declarações, o mandatário projetou um crescimento econômico de 3% para o ano corrente, atribuindo a recente desaceleração a fatores estruturais e argumentando que as estatísticas oficiais subestimam a geração de empregos informais. Paralelamente, o governo busca consolidar sua agenda política com o envio de um projeto de lei ao Congresso que visa extinguir as eleições primárias, medida desenhada para reduzir a volatilidade do mercado.
Enquanto o cenário interno enfrenta desafios como o aumento da pobreza e a queda na popularidade, o mercado financeiro mantém uma postura mista. Embora os títulos soberanos tenham registrado o pior desempenho entre mercados emergentes desde julho, gestores de fundos globais continuam atraídos pelos rendimentos de dois dígitos, apostando na manutenção da âncora fiscal e no potencial de setores estratégicos como o de petróleo em Vaca Muerta.
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