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Zanin nega recurso de Paes contra anulação de votos de Garotinho no RJ

O ministro do STF rejeitou pedido da campanha de Eduardo Paes para suspender a decisão do TSE que anulou os votos de Anthony Garotinho na disputa estadual.

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Foto: Folha de São Paulo - Política
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08/10 às 14:45 · atualizado 22:03

Pontos principais

  • O ministro Cristiano Zanin negou o recurso da coligação de Eduardo Paes que visava reverter a anulação dos votos de Anthony Garotinho.
  • A decisão do TSE excluiu 274.411 votos de Garotinho, alterando o cálculo dos votos válidos para o governo do Rio de Janeiro.
  • Com a exclusão, Douglas Ruas atingiu a marca necessária para ser eleito no primeiro turno, segundo a Justiça Eleitoral.
  • Zanin fundamentou a negativa nas Súmulas 634 e 635 do STF, apontando que o pedido foi apresentado antes do esgotamento das instâncias no TSE.
  • A defesa de Paes argumentava que a anulação dos votos desprestigiava a vontade do eleitorado e pedia a manutenção do segundo turno.
  • O TRE-RJ está autorizado a realizar a recontagem dos votos, prevista para ocorrer no próximo sábado.
  • A decisão de Zanin não analisou o mérito da anulação, focando apenas em impedimentos processuais para a intervenção do Supremo neste momento.

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o recurso apresentado pela coligação do ex-prefeito Eduardo Paes contra a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que anulou os votos recebidos por Anthony Garotinho na eleição para o governo do Rio de Janeiro. A campanha de Paes buscava suspender os efeitos da decisão do TSE, que excluiu mais de 274 mil votos da contagem, permitindo que o candidato Douglas Ruas alcançasse a maioria absoluta necessária para vencer o pleito ainda no primeiro turno.

Em sua decisão, o ministro Zanin fundamentou a negativa com base nas Súmulas 634 e 635 do STF. O magistrado argumentou que o pedido foi protocolado de forma prematura, uma vez que ainda cabem recursos no próprio TSE e as instâncias ordinárias não foram totalmente esgotadas. Com o indeferimento, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) mantém a autorização para proceder com a recontagem oficial dos votos, processo que está previsto para ocorrer no próximo sábado.

A defesa de Eduardo Paes sustentava que a anulação dos votos de Garotinho prejudicaria a representatividade do eleitorado fluminense e defendia a manutenção do segundo turno. A coligação chegou a solicitar, sem sucesso, a exclusão de ministros como André Mendonça, Dias Toffoli e Kássio Nunes Marques de eventuais sorteios de relatoria, alegando que eles teriam atuado anteriormente no mesmo processo. A decisão de Zanin, contudo, não adentrou no mérito da validade dos votos de Garotinho, restringindo-se a questões processuais que impedem a análise imediata pelo Supremo.

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