Dívida pública brasileira atinge R$ 11 trilhões em agosto de 2026
O endividamento do Brasil cresceu 30% acima da inflação desde 2023, pressionando a economia e elevando os gastos com juros para 7,7% do PIB.
Pontos principais
- Dívida pública consolidada alcançou R$ 11 trilhões em agosto de 2026.
- Gastos com juros da dívida subiram de 5,8% para 7,7% do PIB desde 2022.
- FMI aponta que a dívida pública brasileira está em 97,8% do PIB.
- Número de recuperações judiciais no país cresceu 60% em relação a 2023.
- Governo federal mantém déficit primário desde 2022, com 0,5% do PIB em 2025.
A dívida pública brasileira atingiu a marca de R$ 11 trilhões em agosto de 2026, refletindo um crescimento de 30% acima da inflação acumulada desde 2023. Segundo dados do FMI, o endividamento consolidado do país já representa 97,8% do PIB, cenário agravado pela ausência de superávit primário desde 2022 e pelo aumento dos gastos com juros, que saltaram para 7,7% do PIB no último ano. A situação fiscal pressiona a inflação e mantém a taxa Selic em patamares elevados, dificultando o controle das despesas públicas.
O cenário econômico também reflete o impacto sobre o setor privado, com o número de recuperações judiciais superando 6 mil pedidos em 2026, um aumento de 60% frente a 2023. Especialistas apontam que a rigidez orçamentária, impulsionada pela indexação de benefícios sociais ao salário mínimo e pelos gastos com o Poder Judiciário, permanece como o principal obstáculo para o ajuste das contas públicas e a estabilização da trajetória da dívida nacional.
