Dívida pública atinge 81,9% do PIB, maior nível em cinco anos
Endividamento do setor público consolidado subiu 10,2 pontos percentuais desde 2023, pressionado por despesas e juros elevados.
Pontos principais
- A dívida pública bruta alcançou R$ 10,8 trilhões em junho de 2026.
- O setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 55,3 bilhões no mês.
- Pelo critério do FMI, a dívida brasileira chega a 95,8% do PIB.
- A taxa Selic em 14,25% ao ano intensifica o peso dos juros sobre o endividamento.
- O resultado é o mais elevado desde abril de 2021, durante a pandemia.
A dívida pública bruta do Brasil atingiu 81,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em junho de 2026, consolidando o maior patamar registrado em mais de cinco anos. Segundo dados do Banco Central, o indicador acumula uma alta de 10,2 pontos percentuais desde o início da atual gestão do governo Lula. O cenário é agravado pelo déficit primário do setor público consolidado, que somou R$ 55,3 bilhões apenas em junho, elevando o saldo negativo do primeiro semestre para R$ 80,2 bilhões.
O governo federal atribui a trajetória de alta a fatores como a PEC da transição, reajustes no salário mínimo e o pagamento de precatórios. Paralelamente, o custo da dívida é pressionado pela taxa Selic, atualmente em 14,25% ao ano, que eleva significativamente as despesas nominais com juros. Analistas alertam que o nível atual de endividamento, que chega a 95,8% do PIB sob a metodologia do FMI, supera a média de nações emergentes e da Zona do Euro, gerando preocupações sobre a sustentabilidade fiscal e o potencial de crescimento econômico do país a longo prazo.
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