Durigan atribui alta da dívida pública a juros elevados
O ministro da Fazenda aponta a política monetária como principal fator de pressão sobre as contas públicas, apesar de negar descontrole fiscal.
Pontos principais
- Dario Durigan afirmou que o nível atual de endividamento reflete as altas taxas de juros praticadas no Brasil.
- O ministro reconheceu que a dívida pública atingiu o maior patamar desde 2021, com alta de 10 pontos percentuais no atual mandato.
- O governo planeja focar no controle de despesas e na revisão de benefícios fiscais para melhorar o perfil das contas.
- O Tesouro Nacional enfrenta resistência do mercado para emitir títulos com juros reais de 8% ao ano.
- Durigan negou a existência de uma crise fiscal, classificando o cenário como um desafio de gestão.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou que o atual nível de endividamento público brasileiro é um reflexo direto das elevadas taxas de juros praticadas no país. Segundo o ministro, a política monetária exerce uma pressão significativa sobre o custo do serviço da dívida, embora tenha negado que o país enfrente uma crise fiscal ou descontrole nas contas. O governo busca agora equilibrar a gestão fiscal diante de indicadores macroeconômicos desafiadores. Para mitigar os impactos, Durigan defendeu a implementação de medidas focadas no controle de despesas e na redução de benefícios fiscais. O debate ocorre em um momento em que o Tesouro Nacional enfrenta dificuldades para rolar a dívida, encontrando resistência do mercado para a emissão de títulos com juros reais de 8% ao ano, reforçando a necessidade de ajustes na estratégia econômica para os próximos anos.
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