Durigan atribui alta da dívida pública a juros altos e não a gastos
O ministro da Fazenda afirmou que o endividamento, que superou R$ 9,2 trilhões, é pressionado pelos juros e pela rolagem da dívida, negando descontrole nos gastos governamentais.
Pontos principais
- Dario Durigan declarou que o aumento da dívida pública decorre da política de juros elevados.
- O ministro negou que o governo esteja gastando acima da arrecadação.
- Dados do Tesouro Nacional mostram que a Dívida Pública Federal ultrapassou R$ 9,2 trilhões em junho.
- A emissão de novos títulos para pagar dívidas antigas foi apontada como fator de pressão.
- Durigan reconheceu preocupação com a trajetória da dívida, que subiu 10 pontos percentuais no mandato.
- O governo planeja focar na redução de benefícios fiscais e no controle de despesas para melhorar as contas.
- O Tesouro Nacional enfrenta resistência do mercado para emitir títulos com juros reais de 8% ao ano.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o crescimento da dívida pública brasileira é impulsionado pelo patamar elevado da taxa de juros e pela necessidade de rolagem de títulos, e não por um aumento nos gastos governamentais. Segundo o ministro, o governo mantém o compromisso com o ajuste fiscal e nega a existência de uma crise ou descontrole nas contas públicas, classificando o cenário atual como um desafio de gestão macroeconômica. Dados do Tesouro Nacional indicam que a Dívida Pública Federal superou a marca de R$ 9,2 trilhões em junho, atingindo o maior nível desde 2021.
Apesar da defesa sobre a origem do endividamento, Durigan admitiu preocupação com a trajetória da dívida, que registrou alta de 10 pontos percentuais durante o atual mandato. Para reverter esse quadro, o governo projeta intensificar o controle de despesas e a revisão de benefícios fiscais. O debate ocorre em um momento de dificuldade para o Tesouro Nacional, que tem enfrentado resistência por parte do mercado financeiro na emissão de novos títulos com juros reais de 8% ao ano. O ministro reforçou que o país apresenta indicadores econômicos positivos, como a inflação, e que a estratégia fiscal seguirá focada na sustentabilidade das contas para os próximos anos.
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