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Brasil deixa de ser credor externo líquido após 19 anos

Dívida externa bruta superou as reservas internacionais em setembro de 2026, atingindo US$ 420,3 bilhões segundo dados do Banco Central.

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Foto: Times Brasil
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29/10 às 08:45, atualizado 11:33

Pontos principais

  • A dívida externa bruta brasileira atingiu US$ 420,3 bilhões em setembro de 2026.
  • As reservas internacionais somaram US$ 362,8 bilhões no mesmo período, segundo o Banco Central.
  • O país deixou de ser credor externo líquido, posição mantida desde 2007.
  • A queda nas reservas em setembro foi de US$ 9,8 bilhões, influenciada por vendas à vista e variações de mercado.

O Brasil deixou de ser um credor externo líquido pela primeira vez desde 2007, conforme apontam as estatísticas do setor externo divulgadas pelo Banco Central. Em setembro de 2026, a dívida externa bruta do país alcançou a marca de US$ 420,3 bilhões, superando o volume de reservas internacionais, que totalizaram US$ 362,8 bilhões no mesmo mês.

De acordo com a nota para a imprensa do Banco Central, as reservas internacionais registraram uma redução de US$ 9,8 bilhões em comparação a agosto de 2026. Esse movimento foi impulsionado por diversos fatores, incluindo variações por preço, que impactaram US$ 3,7 bilhões, variações por paridades cambiais, que somaram US$ 2,5 bilhões, além de vendas no mercado à vista e a concessão líquida de linhas com recompra, cada uma contribuindo com US$ 2,0 bilhões para a queda do estoque.

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