Marcelo Kayath diz que corte de gastos não basta para resolver problema fiscal
Cotado para a Fazenda de um eventual governo Flávio Bolsonaro, Marcelo Kayath diz à CNN Brasil que o problema fiscal do Brasil não se resolve só com corte de gastos.
Pontos principais
- Ex-diretor do Credit Suisse, Kayath é cotado para o Ministério da Fazenda de um eventual governo Flávio Bolsonaro (PL).
- Para Kayath, só cortar gastos não vai resolver o problema fiscal, e o corte precisa ser pensado como algo temporário.
- Antes de qualquer ajuste, ele defende um "choque de gestão" contra ineficiências no Judiciário, no Legislativo e no Executivo.
- O ajuste que viria depois deve ser "estrutural e sustentável" e "cirúrgico", preservando os programas sociais, que "não podem ser afetados".
- Com a queda dos juros, a condição de renegociar dívidas melhoraria, e o objetivo é evitar que as pessoas voltem a se endividar.
Marcelo Kayath, ex-diretor do Credit Suisse cotado para o Ministério da Fazenda de um eventual governo Flávio Bolsonaro (PL), afirmou à CNN Brasil que o problema fiscal do Brasil não será resolvido só com corte de gastos. Para ele, só cortar não vai resolver, e o corte precisa ser pensado como algo temporário. Antes de pedir o sacrifício da população, diz, o governo deve combater ineficiências no Judiciário, no Legislativo e no Executivo, o que Kayath chama de "choque de gestão".
Em seguida, viria um ajuste das contas públicas "estrutural e sustentável", que deve ser "cirúrgico" e preservar os programas sociais, premissa que Kayath considera básica. Ele vê o ajuste levando à queda dos juros e ao crescimento da economia, o que daria melhores condições para renegociar dívidas. O objetivo, afirma, é resolver o curto prazo sem que as pessoas voltem a se endividar.
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