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Marcelo Kayath diz que corte de gastos não basta para resolver problema fiscal

Cotado para a Fazenda de um eventual governo Flávio Bolsonaro, Marcelo Kayath diz à CNN Brasil que o problema fiscal do Brasil não se resolve só com corte de gastos.

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Foto: InfoMoney
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08/10 às 09:15 · atualizado 09:35

Pontos principais

  • Ex-diretor do Credit Suisse, Kayath é cotado para o Ministério da Fazenda de um eventual governo Flávio Bolsonaro (PL).
  • Para Kayath, só cortar gastos não vai resolver o problema fiscal, e o corte precisa ser pensado como algo temporário.
  • Antes de qualquer ajuste, ele defende um "choque de gestão" contra ineficiências no Judiciário, no Legislativo e no Executivo.
  • O ajuste que viria depois deve ser "estrutural e sustentável" e "cirúrgico", preservando os programas sociais, que "não podem ser afetados".
  • Com a queda dos juros, a condição de renegociar dívidas melhoraria, e o objetivo é evitar que as pessoas voltem a se endividar.

Marcelo Kayath, ex-diretor do Credit Suisse cotado para o Ministério da Fazenda de um eventual governo Flávio Bolsonaro (PL), afirmou à CNN Brasil que o problema fiscal do Brasil não será resolvido só com corte de gastos. Para ele, só cortar não vai resolver, e o corte precisa ser pensado como algo temporário. Antes de pedir o sacrifício da população, diz, o governo deve combater ineficiências no Judiciário, no Legislativo e no Executivo, o que Kayath chama de "choque de gestão".

Em seguida, viria um ajuste das contas públicas "estrutural e sustentável", que deve ser "cirúrgico" e preservar os programas sociais, premissa que Kayath considera básica. Ele vê o ajuste levando à queda dos juros e ao crescimento da economia, o que daria melhores condições para renegociar dívidas. O objetivo, afirma, é resolver o curto prazo sem que as pessoas voltem a se endividar.

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