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Economistas apontam falta de planos fiscais concretos de Lula e Flávio

Os programas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) registrados no TSE não fixam meta de resultado primário nem valor de corte de despesa, deixando o ajuste fiscal do próximo governo sem números.

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Foto: InfoMoney
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23/10 às 05:45, atualizado 06:01

Pontos principais

  • Dívida bruta do governo atingiu R$ 11,1 trilhões, equivalente a 82,9% do PIB.
  • O programa de Lula mantém o novo arcabouço fiscal e diz que o resultado virá do controle do aumento do gasto primário, do crescimento econômico e da justiça tributária.
  • O programa de Lula projeta déficit primário de 2026 próximo de 0,4% do PIB e não traz número de meta de resultado primário.
  • O plano de Flávio Bolsonaro promete reformular as regras fiscais, com superávits primários, sem fixar valor, prazo ou meta.
  • O plano de Flávio prevê corte de no mínimo 10 ministérios, sem valor em reais, e limite ao crédito subsidiado com recursos do Tesouro.
  • Consultorias estimam que seria necessário um superávit primário de 2,5% do PIB para estabilizar a dívida.
  • Especialistas avaliam que o próximo governo precisará adotar medidas impopulares após a eleição.

O próximo presidente do Brasil, a ser eleito em outubro de 2026, enfrentará um cenário de desaceleração e de necessidade de ajuste fiscal. Os programas que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) registraram no TSE não fixam meta de resultado primário nem valor de corte de despesa para o ajuste.

O programa de Lula diz que o novo arcabouço fiscal controlou o crescimento das despesas sem prejudicar as políticas sociais, e que ele será mantido. Atribui o resultado fiscal ao controle do gasto primário, à qualidade do gasto e à justiça tributária.

O plano de Flávio propõe reformular as regras fiscais, com foco na estabilização e na redução da dívida pública, limite ao crédito subsidiado com recursos do Tesouro e regra para os gastos discricionários dos três Poderes, sem prazo nem montante de corte. Ele também propõe reduzir o IVA e revisar a reforma tributária.

Analistas da Tendências Consultoria ressaltam que a rigidez das despesas obrigatórias exigirá reformas estruturais profundas e medidas impopulares, independentemente do vencedor.

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