Primeiro-ministro francês fará pronunciamento sobre protestos
Sébastien Lecornu busca conter onda de manifestações estudantis que já deixou milhares de presos e centenas de feridos na França.
Pontos principais
- Cerca de 260 mil pessoas protestaram contra a falta de professores e a superlotação nas escolas.
- O governo registrou 6.547 prisões e mais de 700 agentes de segurança feridos desde o início dos atos.
- O uso de granadas de efeito moral pela polícia foi suspenso após um estudante ter a mão amputada.
- O sindicato estudantil USL rejeitou o apelo do governo e convocou novas manifestações.
O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, prepara um pronunciamento nacional para abordar a crescente onda de protestos que atinge o país. O discurso deve focar na crise das escolas secundárias, marcada por superlotação e falta de docentes, além de temas como o custo dos combustíveis, a crise agrícola e a situação financeira da nação. O sindicato estudantil USL, contudo, rejeitou as tentativas de diálogo do governo e planeja manter o calendário de manifestações.
A escalada da violência nos atos resultou em 6.547 prisões e deixou mais de 700 policiais feridos. Em resposta a um incidente grave, no qual um estudante teve a mão amputada, o ministro do Interior, Laurent Nuñez, suspendeu o uso de granadas de efeito moral pela polícia. Atualmente, o órgão de inspeção policial IGPN conduz investigações sobre 18 casos de conduta inadequada das forças de segurança durante os confrontos.
Tópicos relacionados
Cobertura da mídia
Comentários
Carregando comentários...
