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Protestos estudantis na França fecham 160 escolas e geram crise

Governo convoca reunião de emergência após protestos estudantis por melhores condições escolares resultarem em violência e centenas de detenções.

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Foto: SCMP - World
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01/10 às 13:15 · atualizado 14:15

Pontos principais

  • Mais de 160 escolas foram fechadas devido à intensificação dos protestos estudantis.
  • Manifestantes reivindicam melhorias na infraestrutura e fim da superlotação.
  • Incidentes de violência e incêndios foram registrados em diversas instituições.
  • Governo convocou reunião de crise para discutir a escalada dos distúrbios.
  • Lideranças políticas divergem sobre a responsabilidade pela incitação dos atos.

Estudantes do ensino secundário e universitário na França intensificaram uma onda de protestos contra a superlotação das salas de aula, a escassez de professores e as condições precárias das instalações escolares. A mobilização, que ganhou força ao longo da semana, resultou no fechamento de mais de 160 escolas na última quinta-feira, sendo marcada por bloqueios de vias e registros de incêndios em diversas cidades, como Paris e Marseille. As autoridades francesas responderam com rigor, realizando centenas de detenções para conter os distúrbios que se espalharam pelo território nacional.

Diante da escalada da violência, o governo convocou uma reunião de emergência para discutir a situação e buscar uma solução para o impasse. O cenário gerou um debate político acalorado, com o governo e setores da direita acusando a esquerda radical de incitar os atos, enquanto lideranças como Jean-Luc Mélenchon defendem o direito a protestos não violentos. Em resposta, figuras como Marine Le Pen propuseram a criação de uma nova lei anti-tumulto para conter a desordem nas instituições de ensino.

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