Protestos estudantis na França geram tensão e prisões em massa
Manifestações estudantis contra desigualdades educacionais se espalham pela França, resultando em milhares de prisões e confrontos com a polícia.
Pontos principais
- Protestos de estudantes do ensino médio iniciados em setembro continuam em todo o país.
- O movimento denuncia precariedade na infraestrutura escolar e longas jornadas de ensino.
- A polícia realizou mais de 5.000 prisões na última semana, sendo 85% de menores de idade.
- O governo propôs um orçamento de 65,5 bilhões de euros para a educação em 2027.
- O sindicato CGT convocou trabalhadores para aderirem aos atos nesta terça-feira.
Estudantes do ensino médio na França mantêm uma onda de protestos que começou em meados de setembro, inicialmente motivada pela falta de funcionários em uma escola de Creteil. O movimento rapidamente se expandiu para todo o país, com alunos denunciando desigualdades sistêmicas, condições precárias de infraestrutura e jornadas escolares excessivamente longas. A resposta das autoridades tem sido rigorosa, com mais de 5.000 prisões registradas na última semana, das quais 85% envolvem menores de idade, além de centenas de feridos entre alunos e funcionários.
O governo de Emmanuel Macron tenta conter a crise com a promessa de um orçamento de 65,5 bilhões de euros para a educação até 2027. Enquanto isso, o cenário político se intensifica com o apoio de Jean-Luc Mélenchon, líder do França Insubmissa, o que gera acusações de manipulação política. A situação deve ganhar novos contornos nesta terça-feira, com a convocação do sindicato CGT para que trabalhadores se juntem às manifestações estudantis.
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