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Flávio Bolsonaro defende mudanças na Constituição via PECs

Candidato à Presidência afirma que pretende usar maioria parlamentar para alterar a Constituição, focando em reformas no Judiciário, maioridade penal e fim da reeleição.

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Foto: Folha de São Paulo - Política
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07/10 às 10:45 · atualizado 12:15

Pontos principais

  • Flávio Bolsonaro declarou em Goiânia que pretende usar maioria parlamentar para alterar a Constituição.
  • O candidato defende a redução da maioridade penal para crimes graves como homicídio e estupro.
  • Propostas incluem reforma no Judiciário e o fim da reeleição para cargos do Executivo.
  • O PL elegeu 121 deputados e terá 28 senadores, formando a maior bancada da Câmara desde 1988.
  • Mudanças constitucionais via PEC exigem três quintos dos votos em ambas as Casas do Congresso.
  • Candidato propõe alterações na reforma tributária e a extinção do mecanismo de 'split payment'.
  • Partidos como PP e União Brasil formalizaram apoio à candidatura de Flávio no segundo turno.

Em discurso realizado em Goiânia, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que pretende utilizar uma eventual maioria parlamentar para promover alterações na Constituição. Segundo o presidenciável, o objetivo é realizar uma reforma no Judiciário e reduzir a maioridade penal, permitindo que menores de 16 anos respondam como adultos em casos de crimes hediondos, como estupro, homicídio, sequestro e tráfico. O candidato argumentou que o Congresso eleito possui um perfil mais à direita, o que facilitaria a aprovação de pautas voltadas à "redemocratização" do país.

Para viabilizar as mudanças, Flávio Bolsonaro planeja utilizar o capital político de um início de mandato para aprovar o fim da reeleição para cargos do Executivo via Proposta de Emenda à Constituição (PEC). O candidato também defendeu ajustes na reforma tributária, incluindo a revisão de alíquotas e a extinção do mecanismo de 'split payment'. Embora o PL tenha conquistado a maior bancada da Câmara desde 1988, a aprovação de emendas constitucionais exige o quórum qualificado de três quintos dos votos em ambas as Casas, além de respeitar as cláusulas pétreas estabelecidas pela Constituição Federal.

Em declarações recentes, o candidato reforçou que a estratégia de emendar a Carta Magna será central em sua plataforma caso vença o pleito. A movimentação ocorre em um cenário de disputa acirrada no segundo turno, onde o apoio de legendas como PP e União Brasil tem sido articulado para consolidar a base necessária no Legislativo. A proposta de alterar o texto constitucional tem gerado debates sobre os limites institucionais e a viabilidade política das reformas pretendidas pelo grupo do candidato.

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