Procuradoria dos Emirados Árabes classifica ataque em voo como terrorismo
O copiloto da Flydubai que atacou o comandante com um machado durante um voo para Israel teve o caso classificado como tentativa de ato terrorista pelas autoridades dos Emirados Árabes.
Pontos principais
- O incidente ocorreu no voo FZ1073 da Flydubai, que transportava mais de 170 passageiros com destino a Israel.
- O copiloto Hamam al-Hammami utilizou um machado de emergência para atacar o comandante Smit Machchhar na cabine.
- A aeronave perdeu cerca de 16.625 pés de altitude em pouco mais de 30 segundos durante o confronto.
- Passageiros e tripulantes contiveram o agressor, permitindo que um piloto reserva assumisse o controle e pousasse em Tabuk, na Arábia Saudita.
- O procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos, Hamad Saif Al Shamsi, confirmou oficialmente a investigação como tentativa de atentado terrorista.
- Relatos indicam que o copiloto possuía histórico de radicalismo e já havia sido proibido de voar em seu país natal, Omã.
- O governo de Israel investiga possíveis motivações ideológicas e ligações externas do agressor.
O procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos classificou formalmente como uma tentativa de ato terrorista o ataque ocorrido a bordo do voo FZ1073 da Flydubai. Na última quarta-feira, o copiloto Hamam al-Hammami utilizou um machado de emergência para agredir o comandante da aeronave enquanto sobrevoavam a Arábia Saudita. O avião, que seguia para Israel com mais de 170 pessoas a bordo, sofreu uma perda abrupta de altitude de aproximadamente 16.625 pés em menos de um minuto durante a tentativa do agressor de assumir o controle dos comandos.
A situação foi controlada após a intervenção de passageiros e tripulantes, que conseguiram imobilizar o copiloto. Com a cabine sob controle, um piloto reserva assumiu a condução da aeronave, realizando um pouso de emergência em segurança na cidade de Tabuk, na Arábia Saudita. O comandante ferido recebeu atendimento médico e encontra-se em estado estável, enquanto o suspeito foi transferido para Abu Dhabi para responder às autoridades locais.
Investigações preliminares apontam que o copiloto já possuía restrições profissionais em seu país de origem, Omã, devido a suspeitas de radicalismo ideológico. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o agressor passou por um processo de doutrinação radical, levantando preocupações sobre a segurança de voos na região. As autoridades dos Emirados Árabes Unidos seguem analisando evidências físicas e digitais para determinar as motivações exatas e possíveis conexões do suspeito com grupos extremistas, prometendo divulgar os resultados finais ao concluir os procedimentos legais.
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