Israel participará de interrogatório de copiloto que atacou voo da FlyDubai
Netanyahu disse que os Emirados aceitaram a participação de Israel no interrogatório e na investigação, enquanto o envolvimento do Irã segue sem conclusão.
Pontos principais
- Na entrevista à CNN, Netanyahu disse que havia 174 passageiros e tripulantes a bordo, ante os 182 citados na cobertura.
- Netanyahu afirmou que o suspeito era interrogado na Arábia Saudita e que esperava sua transferência em breve aos Emirados Árabes Unidos.
- Segundo Netanyahu, o presidente emiradense Mohamed bin Zayed concordou que Israel participasse do interrogatório e da investigação.
- Netanyahu disse que não poderia afirmar antes da conclusão do interrogatório se o Irã teve envolvimento.
- Um analista de aviação ouvido pela CNN disse que, pelo Anexo 13, a Arábia Saudita é responsável pela investigação; o incidente ocorreu sobre o país e a aeronave estava em Israel.
Na entrevista à CNN, Benjamin Netanyahu disse que o copiloto atacou o piloto indiano Smit Machchhar quando o avião se aproximava de Israel. Segundo o premiê, um passageiro israelense identificado como Yaniv, que trabalhava como encanador e estava no fundo do avião, entrou na cabine depois que o piloto ferido conseguiu destrancar a porta. Yaniv afastou o copiloto e puxou os controles para trás; outros passageiros e tripulantes contiveram o agressor, enquanto pilotos reservas estabilizaram a aeronave, que estava em mergulho e tinha danos no leme e na cauda.
Netanyahu disse que o suspeito era interrogado na Arábia Saudita e que esperava sua transferência aos Emirados Árabes Unidos. Segundo ele, o presidente emiradense Mohamed bin Zayed concordou com a participação de Israel no interrogatório e na investigação, mas Netanyahu não antecipou se o Irã teve envolvimento antes da conclusão da apuração. Um analista de aviação ouvido pela CNN afirmou que, pelo Anexo 13, cabe à Arábia Saudita conduzir a investigação, já que o incidente ocorreu sobre seu território.
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